
Relator da CPI do Crime Organizado solicita o indiciamento de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet
Relatório de 221 páginas foi apresentado nesta terça-feira (14)

Utilização de colchão firme e plano e de lençol preso e ausência de travesseiro, pelúcias ou protetor de berço ajudam o neném a ter um sono mais seguro
Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima até o primeiro ano de vida: essa é uma das medidas de prevenção à síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pela morte abrupta de crianças menores de 1 ano sem causa definida, durante o sono. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 119 bebês morreram em decorrência da doença no Brasil. No Distrito Federal, no mesmo ano, foram registradas duas mortes.
“O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado, ainda, fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha.
Após a alta hospitalar, os pais devem deixar os hospitais e maternidades com as demonstrações e orientações profissionais sobre o posicionamento correto para dormir e de como organizar o ambiente de sono da criança. A prática é determinada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025 e já é realidade nas unidades hospitalares do DF.
A dona de casa Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, recebeu todo o apoio da equipe do Hmib, após o nascimento da filha Vitória, que nasceu prematura de seis meses.
“Foi tudo muito bem explicado. Mostraram na prática como devemos proceder. Acho muito importante sair daqui com tudo esclarecido. Me sinto ainda mais segura para cuidar dela e garantir mais proteção”, afirmou. A filha ainda não recebeu alta, por conta da prematuridade, mas a mãe já está preparada para quando estiverem em casa.
Outro cuidado necessário é com a chamada cama compartilhada devido ao potencial de obstruir as vias aéreas do bebê. Isso porque os cuidadores podem acidentalmente rolar sobre o filho enquanto dormem, além do risco do bebê ficar preso na roupa de cama. A recomendação é de que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em sua própria superfície, como berço ou moisés.
*Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)

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