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Reunião já estava marcada antes de revelação sobre pagamentos

Reunida na manhã desta terça-feira em Brasília, a executiva nacional do PT discute a situação do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que recebeu repasse da empresária Roberta Luchsinger. A avaliação é que para o assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuar na equipe de coordenação da campanha à reeleição será necessário apresentar comprovantes de que quitou o suposto empréstimo.
Durante o encontro, Romênio Pereira, secretário de assuntos internacionais, criticou a conduta do ex-chefe de gabinete de Lula. Mas, de acordo com membros da executiva, comentários que colocavam em xeque a permanência de Marcola na coordenação na campanha à reeleição foram feitos mais nos bastidores da reunião, que acontece na sede do partido em Brasília.
Há um entendimento também na cúpula do PT que o caso será explorado pela campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL, e abrirá um flanco para tentar vincular Lula a esquemas de corrupção em seu governo. A reunião da executiva havia sido convocada antes de vir à tona a informação sobre o repasse vir à tona.
A transferência financeira feita por Roberta a Marcola está sendo investigada pela Polícia Federal. A empresária é apontada como lobista que participação no esquema de fraudes do INSS.
Em nota, o ex-chefe de gabinete da Presidência confirmou que recebeu os valores de Roberta, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo que teria sido posteriormente quitado.
O GLOBO mostrou que integrantes do governo admitem constrangimento com o caso e cobram que o ex-auxiliar do presidente mostre os comprovantes dessa transação para estancar a crise.
Aos 40 anos, Marcola é um dos auxiliares mais jovens de Lula e manteve forte relação com o petista na última década, com acesso ao presidente em momentos privados e atento inclusive aos hábitos do petista. Cuida da agenda do presidente desde a época do Instituto Lula, onde ingressou em 2015. Foi um dos coordenadores executivos da caravana de Lula pelo Brasil em 2017 e mudou-se para Curitiba quando o presidente esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, entre 2018 e 2019. No fim de julho, deixou a chefia de gabinete de Lula para integrar a pré-campanha de Lula à reeleição, onde cuidará da agenda do petista, ao lado do ex-ministro Gilberto Carvalho.
BS20260804154147.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/04/cupula-do-pt-discute-situacao-de-ex-chefe-de-gabinete-de-lula-apos-revelacao-de-repasse-de-empresaria.ghtml

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