
CLDF abre credenciamento de imprensa para acompanhar auditoria de urnas eletrônicas
O credenciamento prévio para jornalistas interessados em acompanhar a programação deve ser feito até as 18h de 16 de setembro
Agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino

A Polícia Federal faz uma operação nesta quinta-feira para investigar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up, responsável pelo filme, estão entre os alvos. Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025. A operação é feita em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), e os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. De acordo com a colunista Bela Megale, do GLOBO, sete armas de Frias foram apreendidas na operação.
A PF afirma que o inquérito aponta a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar as verbas recebidas para empresas subcontratadas de forma irregular, “sem comprovação efetiva dos serviços prestados”. O suposto esquema teria ficado em vigor até julho deste ano. A Polícia Federal apura os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
“Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, escreveu a PF em nota.
Há no STF duas apurações distintas sobre o financiamento ao filme. A operação desta quinta tem relação com emendas parlamentares e está sob a relatoria de Dino.
Este inquérito foi aberto após parlamentares relatarem ao ministro que deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro destinaram, ao todo, R$ 2,6 milhões em emendas Pix em 2024 a uma ONG presidida pela sócia da produtora que fez o filme. São investigados, entre outros, repasses indicados por Mário Frias, que nega irregularidades.
Assim, a investigação apura o possível desvio de recursos públicos para empresas ligadas à produção do filme. Dino autorizou que a PF tenha acesso a dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo, que já conduzia uma investigação sobre o tema e fez uma operação mirando a produtora.
Um dos principais alvos da operação de hoje, Karina não tem nenhuma experiência em produzir longa metragens, mas é dona de entidades que recebiam emendas de vereadores e deputados para fazer eventos e projetos de literatura evangélica.
O maior contrato público fechado por Karina se deu entre a sua ONG Conhecer Brasil (ICB) e a prefeitura de São Paulo comandada por Ricardo Nunes (MDB), de R$ 108 milhões que saltou com aditivos para R$ 157 milhões. A contratação previa a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi em áreas pobres da capital. A Polícia Civil de São Paulo desconfiou de irregularidades e abriu uma investigação para apurar suspeitas de fraude na licitação e execução do contrato.
Em junho, os policiais civis já haviam cumprido mandados de busca em endereços da produtora, da ICB e em duas casas atribuídas a Karina. Esse material foi compartilhado com a Polícia Federal após decisão de Flávio Dino.
Outra investigação, cujo relator é o ministro André Mendonça, é um desdobramento do caso Master e começou após a revelação de conversas em que Flávio cobra repasses do baqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Mensagens mostraram que o presidenciável do PL pediu R$ 130 milhões a Vorcaro para o filme, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos.
Foi, então, aberta uma investigação para apurar se o dinheiro do banco Master, envolvido em fraudes milionárias, teria sido encaminhado para a produtora do filme, via um fundo sediado nos Estados Unidos. O inquérito também se debruça sobre a natureza da relação entre o banqueiro e Flávio. Há ainda a suspeita de que as verbas tenham bancado gastos no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos.
Nesta semana, Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro. O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, usada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de “Dark Horse”.
Como mostrou a coluna Malu Gaspar, ‘Mineiro’ confirmou à PGR ter realizado ao longo do ano passado sete transferências bancárias para o fundo Havengate que totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época) a pedido de Vorcaro.
BS20260910100741.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/10/pf-faz-operacao-para-investigar-financiamento-de-filme-dar-horse-sobre-jair-bolsonaro.ghtml

O credenciamento prévio para jornalistas interessados em acompanhar a programação deve ser feito até as 18h de 16 de setembro

Ex-ator e Karina Gama, produtora do filme, são alvos da ação da PF, além de outras 20 pessoas; apuração mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra

Participantes destacam papel dos nutricionistas e citam avanços legislativos recentes para o fortalecimento da profissão no Distrito Federal durante sessão solene

Solenidade destaca 61 anos de regulamentação da profissão no Brasil e debate temas como planejamento, governança, inovação e formação de novos profissionais