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IBGE mostra avanço desses aparelhos nos domicílios brasileiros, enquanto streaming cresce e TV por assinatura continua perdendo espaço

Dispositivos inteligentes, como assistentes virtuais, smart TVs e robôs aspiradores conectados, estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Em 2025, mais de um em cada cinco domicílios com acesso à internet já tinha ao menos um desses aparelhos, maior percentual da série histórica, iniciada em 2012.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal (Pnad TIC 2025), divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.
Dos 76 milhões de domicílios com acesso à internet, 15,4 milhões (20,2%) possuíam algum dispositivo inteligente em 2025. O número representa um aumento de 2,1 milhões de residências em relação ao ano anterior e marca a primeira vez que esse percentual supera 20%. No início da série histórica, em 2022, eram 9,7 milhões de domicílios (14,3%).
Dispositivos inteligentes são aparelhos conectados à internet que podem ser controlados à distância ou por comando de voz. Outros exemplos são lâmpadas inteligentes, câmeras de segurança, fechaduras digitais e caixas de som conectadas.
Embora a presença desses aparelhos continue menor na zona rural (11,5%) do que na urbana (21,2%), o crescimento foi mais intenso no campo no último ano, com avanço de 2,7 pontos percentuais.
A TV por assinatura manteve a tendência de perda de espaço. Em 2025, 18,3 milhões de domicílios com televisão tinham acesso ao serviço, o equivalente a 23,5% do total, em uma queda de 0,8 ponto percentual em relação a 2024. A presença do serviço era mais que o dobro nas áreas urbanas (24,9%) do que nas rurais (11,6%).
Entre os domicílios sem TV por assinatura, a principal justificativa foi a falta de interesse (62,2%), seguida pelo preço elevado (26,1%). Apenas 10% afirmaram que o streaming substituía o serviço, enquanto 0,9% disseram que ele não estava disponível na região onde moravam.
O perfil de renda também difere entre os grupos. Nos domicílios com TV por assinatura, o rendimento médio mensal real per capita foi de R$ 3.746, mais que o dobro dos R$ 1.871 registrados entre aqueles sem esse serviço.
Na direção oposta, o streaming pago continuou em expansão. Em 2025, 33,4 milhões de domicílios tinham assinatura de plataformas de vídeo, 1,5 milhão a mais do que no ano anterior, um crescimento de 4,7%. Com isso, a participação passou de 43,4% para 44,4% dos lares com televisão.
Os domicílios com streaming também apresentavam renda mais elevada: o rendimento médio mensal real per capita foi de R$ 3.072, ante R$ 1.454 entre aqueles sem acesso ao serviço.
A maior parte das residências com streaming (91%) também tinha acesso a canais de televisão. Desses domicílios, 85,7% recebiam sinal de TV aberta e 38,9% tinham TV por assinatura, percentuais que recuaram levemente em relação a 2024. Já a parcela de lares que utilizava apenas streaming, sem acesso à TV aberta ou por assinatura, ficou em 9%, acima dos 8,2% registrados no ano anterior e dos 6,1% observados em 2023.
Em 2025, 93,9% dos 80 milhões de domicílios particulares permanentes do país possuíam televisão. O número de residências com o aparelho aumentou em 1,6 milhão em relação a 2024. Pela primeira vez desde o início da série, em 2016, o percentual permaneceu estável na comparação anual, interrompendo a sequência de quedas observada nos anos anteriores.
Outro indicador que mudou de trajetória foi o de microcomputadores. Após anos de recuo, a participação de domicílios com esse equipamento voltou a crescer, ainda que de forma discreta, passando de 38,5% em 2024 para 38,7% em 2025. Segundo o IBGE, é a primeira vez desde o início da série histórica que o indicador deixa de apresentar queda, sinalizando uma possível estabilização.
BS20260702130031.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/02/de-alexa-a-smart-tv-mais-de-20percent-dos-lares-com-internet-ja-tem-dispositivos-inteligentes-no-brasil.ghtml

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