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Intuito do material é explicar o impacto negativo da cultura do estupro e informar à população sobre as formas de denunciar violações sexuais contra meninas e mulheres A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) divulgou, na sexta-feira (31), a cartilha Enfrentamento à Cultura do Estupro. Elaborada pela equipe da Subsecretaria de Atividade Psicossocial (Suap) da DPDF, […]
Intuito do material é explicar o impacto negativo da cultura do estupro e informar à população sobre as formas de denunciar violações sexuais contra meninas e mulheres
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) divulgou, na sexta-feira (31), a cartilha Enfrentamento à Cultura do Estupro. Elaborada pela equipe da Subsecretaria de Atividade Psicossocial (Suap) da DPDF, essa é mais uma medida da instituição em homenagem ao Mês da Mulher.
“É importante destacar que o enfrentamento aos crimes contra a dignidade sexual deve ser feito com uma perspectiva interseccional, englobando questões de classe, gênero e raça durante todo o processo. Se não for feito dessa forma, o problema não será resolvido de fato”Roberta de Ávila, subsecretária de Atividade Psicossocial da DPDF e uma das autoras da cartilha
O objetivo da publicação é explicar o impacto negativo que a cultura do estupro exerce na perpetuação dos diversos tipos de violência contra meninas e mulheres, como a física, institucional, sexual, psicológica, entre outras.
O material também defende a importância da atuação interdisciplinar para alcançar estratégias efetivas de enfrentamento à cultura do estupro, identificando situações de violência sexual, orientando as vítimas e encaminhando-as aos serviços especializados de apoio, de forma preventiva e protetiva.
Outro aspecto destacado pela cartilha é que determinadas frases e comportamentos podem reforçar a cultura do estupro, especialmente quando inferiorizam, objetificam e violentam as meninas e mulheres.
Além disso, são abordados o problema da subnotificação dos casos de estupro no Brasil e o tratamento inadequado de algumas instituições durante o atendimento das vítimas desse tipo de crime. É exposta no documento, ainda, a importância do atendimento especializado e humanizado para oferecer suporte às meninas e mulheres durante todo o processo de denúncia.

“É importante destacar que o enfrentamento aos crimes contra a dignidade sexual deve ser feito com uma perspectiva interseccional, englobando questões de classe, gênero e raça durante todo o processo. Se não for feito dessa forma, o problema não será resolvido de fato”, ressaltou a subsecretária de Atividade Psicossocial da DPDF e uma das autoras da cartilha, Roberta de Ávila.
Por fim, a cartilha apresenta orientações sobre as formas de denunciar os crimes contra a dignidade sexual de meninas e mulheres, além de listar uma série de contatos que prestam serviço de auxílio à vítima durante todo o processo, como o Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública do Distrito Federal (Nudem/DPDF) e a Central de Atendimento à Mulher.
A Suap é um órgão de apoio técnico, vinculado diretamente à Defensoria Pública-Geral da DPDF, e tem como objetivo primordial contribuir na garantia de direitos da população em situação de vulnerabilidade social, por meio da promoção da difusão e da conscientização dos direitos humanos e da cidadania.
*Com informações da Defensoria Pública do DF

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