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Empresária Roberta Luchsinger é suspeita de atuar ao lado do filho do presidente e do ‘Careca do INSS’

A defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o trancamento do inquérito que investiga suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição foi apresentada na quinta-feira.
Os advogados de Roberta, apontada como lobista pela Polícia Federal, sustentam que as provas são ilícitas porque teriam sido obtidas a partir da exploração de mensagens e demais arquivos dela para um objetivo diferente do que havia sido autorizado por Mendonça ao determinar a quebra de sigilo. Com isso, a defesa pretende anular mensagens e demais provas que tenham sido obtidas a partir do acesso ao celular, outros equipamentos eletrônicos e dados na nuvem.
A petição apresentada ao STF alega que a PF, quando pediu a quebra de sigilo relacionada às investigações sobre fraudes no INSS, já suspeitava da atuação de Roberta, Lulinha e do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, junto a outros órgãos do governo federal. A defesa, portanto, sustenta que o pedido seria uma “pesca probatória” para, em um inquérito já formalizado, conseguir informações para outra linha investigativa, o que os advogados afirmam ser ilegal.
“Se os personagens, suas relações, os negócios e as áreas de atuação já estavam identificados e apontavam para uma linha investigativa distinta, a utilização posterior da medida invasiva para aprofundar esses mesmos fatos não configuram descoberta fortuita. Configura investigação deliberada de objeto diverso daquele para o qual a ingerência havia sido autorizada”, diz a peça assinada pelos advogados Roberto Podval, Marcelo Gaspar Gomes Raffaini e Daniel Romeiro.
O documento cita, por exemplo, um depoimento prestado ainda em 2025 que já apontava Roberta como intermediária entre Antunes e Lulinha em tratativas ligadas à World Cannabis, empresa do lobista que buscava fechar contrato para fornecer medicamento à base de canabidiol ao governo.
Os advogados alegam que o depoimento prestado em 2025 também já mencionava suposta atuação de Roberta junto ao Ministério da Saúde para viabilizar o projeto, que teria valor estimado em R$ 627 milhões.
Na semana passada, Lula havia afirmado que defendeu junto aos advogados do filho que não adotassem nenhuma medida para encerrar as investigações.
— Ele (Lulinha) jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele, mas eu já disse para os advogados: “Ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”. Quer fazer inquérito, faça. Quero que seja investigado, como eu fui — disse Lula em entrevista ao podcast Não Inviabilize.
O objetivo da defesa é que o pedido de suspensão do inquérito seja analisado antes da solicitação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a Mendonça que as investigações envolvendo Lulinha, Roberta e Antunes deixem o STF e sigam para a primeira instância. Interlocutores da Corte afirmam que a tendência é que o ministro mantenha os casos no Supremo. Caso o pedido de paralisação da investigação seja negado, a defesa deve levar o caso para a análise do plenário.
BS20260821110136.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/21/defesa-de-amiga-de-lulinha-pede-a-mendonca-fim-de-investigacao-sobre-suposto-trafico-de-influencia-em-negocios-com-o-governo-lula.ghtml

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