
Plano Piloto recebe neste fim de semana ação de acolhimento da pessoa em situação de rua
Abordagem está prevista para sábado (4) e domingo (5) e irá passar por 20 pontos

Seis unidades foram reformadas, uma construída em Sobradinho II e o IML ganhou estrutura moderna e atendimento humanizado
Quem procura as delegacias do Distrito Federal já percebe mudanças que vão além da estrutura física. Hoje, ao chegar a uma unidade da Polícia Civil, a população encontra instalações modernas, atendimento reservado e mais segurança — medidas que, segundo o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, fazem diferença no acolhimento à comunidade.
“As novas delegacias separam as áreas de atendimento, custódia e trabalho interno. Contam com espaços específicos para a Polícia Militar e têm ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura adequada para um atendimento mais sensível”, explica o delegado-geral.
Essas melhorias são resultado de um conjunto de investimentos que, entre 2019 e 2025, somaram R$ 78,1 milhões. Segundo Saulo Lopes, a principal obra foi a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), no Plano Piloto, com investimento de cerca de R$ 47,4 milhões.
“Além da estrutura moderna, o principal ganho foi a humanização do atendimento. Antes, havia uma única entrada para vítimas, autores de crimes e familiares. Hoje, os acessos são separados, garantindo mais segurança e respeito às pessoas”, afirma.
No período, também foi construída a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, erguida do zero com investimento de R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reforma: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate).
“A Polícia Civil tem hoje 31 delegacias espalhadas pelo DF, além de unidades especializadas, que ampliam a capacidade de atendimento e aproximam a polícia da comunidade”, aponta o delegado-geral.
Os investimentos também resultaram na criação de três Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuiam) — na 29ª DP, no Riacho Fundo; na 38ª DP, em Vicente Pires; e na 11ª DP, no Núcleo Bandeirante —, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA).
“Outro avanço importante é a delegacia eletrônica, que permite o registro de ocorrências pela internet. O DF foi pioneiro no registro de casos de violência doméstica online, com a solicitação de medidas protetivas, sem que a vítima precise sair de casa”, ressalta.
Saulo Lopes também destaca as melhorias no Complexo Regional da Ceilândia, com a criação da Deam II e do IML na região, ambos ao lado da 15ª DP: “A descentralização dos serviços facilitou o acesso da população, que antes precisava se deslocar até a área central de Brasília. Isso representa um avanço importante, especialmente para regiões com grande número de moradores”.
Segundo o delegado-geral, há ainda obras em andamento para este ano. “Já foi assinada a ordem de serviço, pelo governador Ibaneis Rocha, para a construção da nova sede da 12ª DP, em Taguatinga, com investimento superior a R$ 15 milhões. Também estamos em fase de contratação de uma nova sede para a Divisão de Operações Especiais, com valor semelhante, e de uma nova policlínica, com investimento estimado em R$ 34 milhões, no Complexo da Polícia Civil, na Asa Sul”, detalha.
Além dos investimentos em estrutura, desde 2019 o DF voltou a contar com delegacias que funcionam 24 horas por dia, o que contribuiu para que Brasília fosse eleita, em 2024, a segunda capital mais segura do país, segundo o Atlas da Violência.

Abordagem está prevista para sábado (4) e domingo (5) e irá passar por 20 pontos

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