
Vacina contra a dengue: ministro da Saúde diz que ‘precaução é a melhor medida’ após governo suspender imunizante do Butantan
Alexandre Padilha afirmou que houve 42 episódios de 'reações mais severas' registradas; duas mortes estão sob investigação

Ambas foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

O Brasil atualmente conta com duas vacinas contra a dengue que conseguem proteger o corpo de de quatro sorotipos existentes do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. São elas a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, e a Butantan-DV, do Instituto Butantan.
A vacina da dengue produzida pela farmacêutica Takeda pode proteger todos de 4 a 60 anos, tanto aqueles que nunca tiveram a doença, como os que já foram infectados. O imunizante apresenta um esquema de duas doses, com intervalo de 90 dias entre cada uma.
A Qdenga recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023 para uso no Brasil.
Já a vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV, tem como principal diferencial o esquema vacinal feito em dose única. Composta pelos quatro vírus atenuados, ou seja, enfraquecidos, ela induz a produção de anticorpos pelo organismo sem causar a doença e com poucas reações adversas.
Ela foi aprovada pela Anvisa para ser aplicada no público de 12 a 59 anos. Atualmente, o imunizante está sendo aplicado apenas em profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde) da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS).
BS20260608174630.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/08/dengue-qual-e-a-diferenca-da-vacina-do-butantan-que-foi-suspensa-e-a-fabricada-pelo-laboratorio-takeda.ghtml

Alexandre Padilha afirmou que houve 42 episódios de 'reações mais severas' registradas; duas mortes estão sob investigação

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O trabalho foi publicado na revista científica Molecular Nutrition & Food Research
