
GDF mantém vacinação gratuita de cães e gatos em setembro nos postos fixos
A vacina antirrábica segue durante todo o ano. Caso de raiva em um cão foi confirmado no Lago Norte
Análise levou em conta jovens de 10 a 15 anos vacinados e não-vacinados em todo o estado; melhor resposta diz respeito ao esquema completo de duas doses

Duas doses de vacina contra a dengue da farmacêutica Takeda, chamada QDenga, foram capazes de reduzir o risco de hospitalizações de adolescentes no estado de São Paulo em 88%, mostrou um estudo realizado por pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais, além de ser publicado na revista científica The Lancet. O levantamento reflete a circulação da doença ao longo dos anos de 2024 e 2025.
O estudo leva em conta o uso da vacina no “mundo real”, ou seja, observa seu comportamento após as etapas de registro — a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval para esse imunizante em 2023 — e avalia qual a performance do imunizante em meio à epidemia corrente. A ideia é compreender, na prática, como essa vacina impacta o sistema de saúde e a população.
Além de demonstrar alta eficiência do antígeno contra a infecção em casos graves, a análise também indicou que a proteção promovida pela vacina manteve-se ao longo de um ano, o tempo todo de análise do estudo. O esquema completo de vacinação prevê duas doses com a mesma vacina, com distância de três meses entre eles, mas já é possível colher benefícios desde a primeira aplicação, mostram os dados.
Para realizar a análise, os especialistas — que são ligados a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre outras instituições nacionais e internacionais avaliaram 166.390 testes de dengue realizados em adolescentes de 10 a 15 anos.
Do total, 65.365 tiveram resultado positivo para dengue e 101.025 negativos . A análise permitiu dois desfechos de análise, para dengue sintomática e também para internação. Para casos sintomáticos, a efetividade da vacina foi estimada em 59,2% na primeira dose, e 73,1% na segunda. Já considerando as internações, o efeito é ainda maior:a proteção alcançou 74,6% com a primeira dose e 87,9% com o esquema completo.
Os pesquisadores ainda apontam um fator relevante sobre a vacina: ela mostrou resposta positiva mesmo quando houve variação de sorotipos da doença. Em 2024, a predominância de casos paulistas da doença se deu por meio dos tipos 1 e 2. Já em 2024, a transmissão do chamado DENV-3 teve uma alta importante.
A vacina para dengue da farmacêutica Takeda está disponível no Brasil desde o início de 2024, para os adolescentes. A aplicação, porém, foi inicialmente restrita a localidades específicas de alta circulação da doença. Desde o início de 2026, contudo, o mesmo imunizante passou a ser oferecido em todos os municípios brasileiros. A aplicação, apesar da ampliação de localidades, segue destinada aos meninos e meninas de 10 a 14 anos desde o início das aplicações.
Além do Programa Nacional de Imunização (PNI) a vacina também está disponível na rede privada. Nessa modalidade, a faixa permitida para vacinação é maior, atingindo pessoas de 4 a 60 anos. Em todos os casos, a imunização prevê duas doses com ao menos três meses de pausa entre elas.
A Qdenga é a única vacina para proteção da dengue que segue em uso no Brasil neste momento. O país chegou a aplicar doses iniciais do imunizante do Butantan para a mesma doença, a Butantan-DV, que prevê dose única. A aplicação foi paralisada em junho pelo Ministério da Saúde, de maneira preventiva, após 42 casos de reações adversas severas que seriam investigados. Naquela altura 500 mil pessoas haviam recebido o imunizante.
Em julho, o ministro da Saúde Alexandre Padilha disse que não havia prazo para retomada da aplicação das doses da vacina do Butantan.
BS20260831190407.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/31/dengue-vacina-qdenga-reduziu-risco-de-internacoes-de-adolescentes-de-sp-em-88percent-revela-estudo.ghtml

A vacina antirrábica segue durante todo o ano. Caso de raiva em um cão foi confirmado no Lago Norte

Yluméc é classificado como medicamento similar ao Ozivy, de referência

Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e a Universidade de São Paulo (USP) farão parte de consórcio de pesquisa

Tratamentos de alto custo deverão beneficiar cerca de 1,9 mil paciente