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Decisão derrubou determinação do antigo relator ministro Dias Toffoli

Operação da PF ocorreu na última quinta-feira

Cinco dias após a operação da Polícia Federal por suspeita de desvios envolvendo emendas parlamentares, o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) demitiu o chefe de gabinete Lino Furtado, alvo da investigação. O desligamento do cargo já consta no sistema da Câmara dos deputados, e deve ser publicado em próxima edição do Diário Oficial.
A suspeita da PF é que Lino Furtado tenha envolvimento no esquema que cobraria até 6% do total da verba parlamentar paga ao Hospital Ana Nery para fechar o negócio.
Apesar da demissão, Afonso Motta disse, na última quinta-feira, acreditar na inocência do assessor. O parlamentar nega qualquer envolvimento com o lobista que intermediou o pagamento com o hospital Ana Nery e afirmou que suas emendas seguem ritos rigorosos.
De acordo com a PF, os supostos crimes em investigação são desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva. A operação foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como O GLOBO mostrou, tramitam no STF ao menos 20 investigações sobre supostos desvios de emendas enviadas por deputados e senadores.
Todos os casos tramitam em sigilo, mas estão na Corte em razão de alguma conexão com pessoas detentoras de foro privilegiado. Os atuais relatores são os ministros Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Decisão derrubou determinação do antigo relator ministro Dias Toffoli

Depoimentos poderão ter sequência

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