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A produção do grão atingiu 953,34 toneladas em 2024; produtores rurais apostam no café especial
Em 2021, durante a pandemia de covid-19, Marileuza de Andrade deixou o apartamento em Águas Claras e foi morar na chácara da família, na Ponte Alta Norte, do Gama. Foi nesse período que decidiu apostar no plantio de café e buscou assistência técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) para dar os primeiros passos.
“A Emater me orientou sobre quais mudas comprar, que tipo de café cultivar e me colocou em contato com pessoas que fazem análise de solo. Foi como uma consulta no médico: eles indicaram o que precisava ser corrigido antes do plantio e me ensinaram a cuidar do solo, da adubação e de todo o manejo da plantação”, diz Marileuza.
A produtora rural apostou no catuaí vermelho, variedade de café especial que vem se consolidando no Distrito Federal, e o que parecia ser um projeto de longo prazo apresentou resultados antes do esperado, o que fez o dia 1º de outubro, Dia Internacional do Café, ser uma data especial para se comemorar. “Achei que só teria colheita em cinco anos, mas no segundo ano já colhemos. E, no ano seguinte, a safra foi ainda maior”, celebra Marileuza.
Assim como a produtora do Gama, outros 192 produtores investem na cafeicultura no Distrito Federal. Juntos, eles colheram 953,34 toneladas do grão em 2024. Segundo a engenheira-agrônoma e coordenadora do Grupo de Trabalho de Cafeicultura da Emater-DF, Adriana Nascimento, o número de produtores tem aumentado ano a ano.
60, média de sacas de café produzidas no DF por hectare
“Desde 2022 o número de produtores vem crescendo constantemente. O café aqui no DF tem se destacado por unir produtividade e qualidade. Hoje, a média nacional fica em torno de 26 a 30 sacas por hectare, e aqui no DF a média é de 60 sacas”, explica a engenheira.
De acordo com a Emater-DF, o cultivo está espalhado por regiões como Brazlândia, Ceilândia, Gama, Paranoá, São Sebastião, Sobradinho, Planaltina e Park Way.
O Dia Internacional do Café é comemorado neste 1º de outubro. A data foi oficializada em 2015 pela Organização Internacional do Café (OIC) com o objetivo de unificar as celebrações ao redor do mundo. No DF, a data chama atenção para questões sociais e ambientais que envolvem a cadeia do café — como o comércio justo, a valorização do pequeno produtor e as práticas sustentáveis.
“O mercado está expandindo, o número de cafeterias aumentou muito. Hoje, a comercialização ocorre principalmente internamente, aqui no DF, mas os maiores produtores conseguem exportar para outros estados e, em alguns casos, para outros países”, afirma Adriana.
Segundo a engenheira, um destaque importante é a participação feminina: 68% dos plantios envolvem mulheres, tanto como proprietárias quanto como trabalhadoras rurais. “A mão de obra feminina assume grande parte do cuidado e da colheita seletiva, características importantes para a qualidade. O interesse das mulheres pela cultura tem crescido e se mostrado significativo no setor”, completa.

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