
Polícia Federal pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Agentes encontraram citação ao ministro em celular de Vorcaro

Polícia Federal apresentou a Fachin citação ao ministro encontrada em celular de Vorcaro na investigação
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli, relator na Corte do processo envolvendo a instituição financeira. Não há detalhes sobre o conteúdo, que está sob sigilo. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pelo EXTRA.
Após receber o material da PF, o presidente do STF encaminhou o documento para o ministro responder se há conflitos de interesse em sua atuação como relator da investigação do Master na Corte. Em nota, Toffoli nega qualquer irregularidade e diz que o pedido trata de “ilações”.
“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz a nota.
Este não é o primeiro embate entre a PF e Toffoli nas investigações relacionadas ao caso Master. Veja outras situações em que o ministro e a corporação divergiram:
Houve desentendimento quando da acareação realizada em dezembro de 2025 entre o empresário Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, seguida do depoimento do diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino.
A delegada da PF que conduziu os depoimentos, Janaína Palazzo, e o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli, Carlos Von Adamek, divergiram sobre a condução das oitivas. O juiz auxiliar entregou à delegada uma lista de perguntas de Toffoli que deveriam ser feitas, ao que Palazzo divergiu e afirmou que caberia à PF conduzir os interrogatórios. Adamek, então, ligou ao ministro do STF, que determinou à delegada que fizesse as perguntas da lista como se fossem dele.
A Ailton Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central, a delegada formulou duas perguntas da lista de Toffoli. Uma delas, sobre eventuais novas medidas a serem tomadas em relação ao Master após a liquidação extrajudicial, não foi respondida por Aquino. O procurador-geral do BC, Cristiano Cozer, que acompanhava Aquino, pediu a palavra e disse que a pergunta era “especulativa” e “vaga”.
Em 14 de janeiro, o ministro Toffoli voltou a proferir uma decisão controversa: determinou que todos os materiais apreendidos durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, ocorrida no mesmo dia, fossem “lacrados” e “acautelados” nas dependências do STF.
A segunda fase da Compliance Zero apreendeu 39 celulares, 31 computadores e 30 armas durante o cumprimento de mandados. Entre os alvos, estavam o banqueiro Daniel Vorcaro, seu cunhado, o investidor e pastor evangélico Fabiano Zettel, e o investidor Nelson Tanure. Na ocasião, Zettel chegou a ser detido quando estava em um aeroporto com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Quando da decisão de armazenas as provas no STF, investigadores da PF envolvidos na apuração relataram que a decisão poderia gerar risco de perda de provas relevantes, já que celulares e dispositivos eletrônicos poderiam ser apagados remotamente.
Em seguida, ainda em 14 de janeiro, o ministro Dias Toffoli autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fizesse a extração e a análise de todo o material apreendido na operação envolvendo o banco Master.
No dia seguinte, o ministro indicou que quatro peritos da PF poderiam ter acesso às provas em análise feita com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.
A PF realizou a extração de dados de telefones, inclusive o de Vorcaro, com o uso de dois programas — um israelense e um americano — que conseguem quebrar a senha dos dispositivos e acessar boa parte dos arquivos, embora não sua totalidade.
BS20260212104236.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/02/toffoli-e-pf-tem-historico-de-divergencias-no-caso-master.ghtml

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