
Amiga de Lulinha e contrato com ‘Careca do INSS’: quem é a empresária que fez pagamentos a ex-assessor de Lula
Roberta Luchsinger é citada em inquéritos abertos pelo Supremo para apurar a suspeita de tráfico de influência

Defesa nega irregularidades; outras duas investigações sobre o filho do ex-presidente tramitam no gabinete de André Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira a instauração de mais um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O procedimento foi o terceiro pedido pela Polícia Federal para investigar a atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a semana passada. Dino também determinou que haja uma apuração sobre o vazamento dessas solicitações feitas pela corporação.
Diferentemente desse inquérito, as outras duas apurações foram distribuídas, por sorteio, para relatoria do ministro André Mendonça, responsável também pelos inquéritos do Banco Master e das fraudes ao INSS. A defesa de Lulinha nega irregularidades e disse que ele está à disposição para depor à Justiça.
Os dois primeiros inquéritos apuram a relação do empresário com pessoas que buscavam contratos no Ministério da Saúde e no Dataprev, empresa pública de tecnologia responsável pela base de dados do INSS. Entre esses interlocutores estava Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, empresário suspeito de operacionalizar o desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
O terceiro procedimento, sob relatoria de Dino, também tem como objetivo apurar suspeitas sobre tráfico de influência do filho do presidente em setores do governo federal.
Durante a investigação sobre as fraudes no INSS, a PF levantou informações de que Lulinha fez uma viagem à Europa bancada por Antunes no fim de 2024. Na ocasião, Antunes era dono de uma empresa que fornecia medicamentos à base de cannabis, a World Cannabis, e tinha interesse em fechar contratos com o poder público. Os investigadores levantaram provas do relacionamento entre os dois, mas não viram conexões com o caso do INSS e, por isso, pediram uma apuração à parte.
Em meio às investigações sobre tráfico de influências de Lulinha, a PF apura também uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.
Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência.
O pagamento a Marcola foi revelado pelo Poder360 e confirmado pelo GLOBO. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista.
Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.
Lulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal.
BS20260804142255.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/04/dino-autoriza-terceiro-inquerito-para-apurar-suspeitas-sobre-atuacao-de-lulinha-e-manda-investigar-vazamentos-sobre-caso.ghtml

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