
Área técnica do TSE diz não ter identificado postagens com fake news citadas por Flávio em canal de apoiadores de Lula
Em parecer enviado ao presidente da Corte Eleitoral, Kássio Nunes Marques, assessoria
Magistrado afirmou que Constituição brasileira determina “não-intervenção” nas relações internacionais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa nesta quinta-feira de seu colega de Corte, Alexandre de Moraes. A manifestação ocorreu após o governo dos Estados Unidos fazer uma crítica a decisões do ministro, e também de uma comissão da Câmara dos Representantes americana aprovar um projeto que pode barrar a entrada de Moraes no país.
E publicação em sua conta Instagram, Dino afirmou que os ministros do STF juram defender a Constituição, e ressaltou que o texto prevê que as relações internacionais do país serão baseadas na “autodeterminação dos povos”, na “não-intervenção” e na “igualdade entre os Estados”,
Em seguida, afirmou: “São compromissos indeclináveis, pelos quais cabe a todos os brasileiros zelar, por isso manifesto a minha solidariedade pessoal ao colega ALEXANDRE DE MORAES”.
Dino, então, ironizou a possibilidade de o colega ser impedido de visitar os Estados Unidos, e falou na possibilidade dele visitar o Maranhão, estado que governou.
“Tenho certeza de que ele permanecerá proferindo ótimas palestras em todo o território brasileiro, assim como nos países irmãos. E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, escreveu o ministro do STF.
Na quarta-feira, um órgão do Departamento de Estado americano afirmou que multar empresas sediadas no seu país é “incompatível com os valores democráticos”. A manifestação foi republicada pela embaixada dos EUA no Brasil e ocorre após decisões do STF impondo punições financeiras às redes sociais X e Rumble.
O texto menciona diretamente ao Brasil ao afirmar que “o respeito à soberania é uma via de mão dupla”. A mensagem foi publicada no X pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado, que cuida das relações com outros países.
Na noite de quarta, o governo brasileiro divulgou uma nota se dizendo surpreso com a manifestação e rejeitando o que chamou de tentativa de politizar as decisões do STF.
“O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988”, diz um trecho da nota.

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