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Tecnologia auxilia no mapeamento de áreas críticas e no tratamento de criadouros de difícil acesso
A Secretaria de Saúde (SES-DF) incorporou uma nova tecnologia para auxiliar no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Drones estão sendo utilizados contra o mosquito, fazendo um mapeamento das regiões mais afetadas e permitindo respostas pontuais e estratégicas.
O uso dos drones é recente e pode levantar dúvidas entre a população. Veja, abaixo, como funciona a tecnologia.
⇒ Primeiro, os drones fazem um mapeamento de território nas localidades que, nos últimos anos, apresentaram mais casos de dengue, chikungunya e zika. Em seguida, a tecnologia analisa e identifica os recipientes com potencial de virar criadouros. Isso é feito por meio de uma câmera que tira milhares de pequenas fotos de alta qualidade, imagens que são reunidas em um panorama de maior visualização — a ortofoto.
⇒ A segunda função dos aparelhos é tratar água parada com inseticida em criadouros de difícil acesso. O drone sobrevoa o imóvel, levando o larvicida necessário para o tratamento, conforme o volume do recipiente. Nesse processo, o larvicida é protegido por um invólucro solúvel em água.
As ortofotos — dados dos criadouros — são enviadas às equipes de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, que fazem o planejamento estratégico de visitas aos locais indicados como mais críticos.
Atualmente, os critérios utilizados para o uso do drone são a incidência das doenças, o índice de infestação da região, como os dados apanhados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e pela quantidade de ovos recolhidos pelas ovitrampas.

O drone é uma ferramenta auxiliar no trabalho dos agentes de vigilância. Seu uso segue um planejamento realizado pela equipe de técnicos da vigilância ambiental. Foto: Divulgação
O drone é uma ferramenta auxiliar cujo uso segue um planejamento da equipe de técnicos da Vigilância Ambiental, formada por biólogos.
Além dos drones, a SES-DF investiu em diversas estratégias, como o reforço da instalação de estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) nas residências, a soltura de wolbitos — mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya — e a instalação de mais armadilhas ovitrampas, entre outras medidas.
*Com informações da Secretaria de Saúde

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