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O Vasco entrou na pausa para a data Fifa em lua de mel com a torcida. São quatro jogos de invencibilidade, com direito a goleada de 5 a 0 sobre o Coritiba em São Januário, e a saída da zona de rebaixamento do Brasileirão pela primeira vez em quatro meses. Um dos principais motivos para este salto foi a entrega de performance imediata dos reforços que chegaram na janela de transferências do meio do ano: Colidio, Sosa, Lescano e Bruno Duarte elevaram o nível técnico do time comandado pelo técnico Pedro Emanuel
Embora o treinador já tivesse um esboço de formação no 4-3-3, poucos jogadores estavam conseguindo render em meio à sequência de três competições simultâneas. A primeira das lacunas preenchidas foi no ataque. Autores dos dois primeiros gols na goleada sobre o Coritiba, no sábado, os atacantes Colidio e Bruno Duarte entraram em sintonia rapidamente e acabaram com a carência da equipe no setor ofensivo. Seja marcando, seja dando assistências, os dois têm sido decisivos (o argentino tem quatro participações em oito jogos; o brasileiro, três em cinco). Ambos logo se encaixaram em uma trinca com o colombiano Andrés Gómez, que cresceu de produção com o apoio dos novos companheiros.
— É algo que o treinador me pede (alternar posição com Bruno Duarte). Ele pede que eu jogue da ponta para o centro e que me libere. Que depois eu vá livre por onde eu penso que é melhor — explicou Colidio.
Desde 16 de agosto, quando chegaram os primeiros reforços, foram nove jogos. O time balançou as redes 16 vezes e sofreu apenas sete gols, sendo quatro na goleada para o Palmeiras, quando Colidio e Sosa haviam acabado de chegar. Ao todo, os contratados marcaram seis gols e deram quatro assistências. Além da quantidade, há também a constância para reforçar a mudança de paradigma: a equipe fez gols em sete dessas nove partidas — as exceções foram a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no Brasileirão, e o empate com o Santa Fe-COL fora de casa, na Sul-Americana.
A título de comparação, nas outras dez partidas sob o comando de Pedro Emanuel, ainda sem os reforços, foram menos gols marcados (11) e mais sofridos (10).
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Quem contribuiu para melhorar o setor defensivo foi Sosa, que conquistou a torcida em pouco tempo vestindo a camisa cruz-maltina. O “pitbull da Colina”, como logo passou a ser chamado, tem sido exaltado com latidos dos torcedores botes certeiros. Outra característica em que se destacou neste pouco tempo foram as antecipações. Muitas vezes, o volante faz a leitura do lance e se posiciona nos espaços, cortando a linha de passe adversária antes que se transforme em uma jogada concreta.
O zagueiro Gabriel Pereira também chegou para reforçar a defesa, com o diferencial de ser um ótimo finalizador em bolas aéreas. Porém, justamente devido ao encaixe da equipe, ainda não teve a oportunidade de estrear. O lado positivo para ele é que, devido à pausa para a data Fifa, terá tempo para se entrosar com o elenco. A partir de amanhã, quando o time retorna da folga e inicia os treinamentos, o jogador terá 13 dias até a próxima partida, contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 7 de outubro.
Na ligação entre a defesa e o ataque, Lescano, que usa a camisa 22, tem atuado como “10” e já marcou um gol e deu duas assistências em apenas duas partidas. Mais do que isso: mostrou ser o criador de que o meio-campo do Vasco necessitava. Além das assistências, ele ainda mostrou frieza na cobrança de pênalti que rendeu seu primeiro gol com a camisa do clube. O jogador era o especialista em bolas paradas do Argentinos Juniors-ARG, com gols de falta, e pode assumir o posto que ficou sem referência desde a saída de Philippe Coutinho.
A escolha de não apostar em medalhões e dar preferência a jogadores fora do radar vem se mostrando efetiva até o momento e foi explicada pelo diretor de futebol Admar Lopes durante a apresentação de Gabriel Pereira.
— Fizemos essa reflexão depois da negociação com o Richarlison. Grande parte desses jogadores (medalhões) disponíveis são veteranos e não competem desde maio. O futebol brasileiro, com desgaste de viagem e a intensidade dos jogos, exige preparação. E faltam três meses de competição. Trazer um jogador sem ritmo, nesse momento… Para colocá-lo em forma, com confiança, é um esforço financeiro.
BS20260923050001.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/09/23/efeito-imediato-reforcos-dao-salto-de-qualidade-e-ajudam-vasco-a-entrar-mais-tranquilo-na-data-fifa.ghtml

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