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Também alvo de críticas, Ruas tentou se desvencilhar de Castro e Bacellar

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) foi o principal alvo dos quatro candidatos ao governo do estado presentes no primeiro debate das eleições 2026, realizado neste domingo (dia 9) pela Band. Líder nas pesquisas de inteções de voto, ele desistiu de comparecer ao encontro sob alegação do período eleitoral não ter se iniciado oficialmente.
O encontro teve a participação do deputado estadual Douglas Ruas (PL), do ex-governador Anthony Garotinho, do vereador pelo Rio William Siri (PSOL) e de André Marinho (Novo). Presidente da Alerj, Ruas foi o outro alvo preferido dos presentes por sua aliança com o ex-governador Cláudio Castro (PL), de quem foi secretário estadual de Cidades até o início deste ano, e do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil). Castro e Bacellar foram alvos de operações policiais.
Ao longo de todo o programa, Ruas tentou se desvencilhar de Castro e Bacellar. Logo no primeiro embate, contra William Siri, o psolista afirmou que os aliados de Ruas governam o estado “há muito tempo” e o chamou de “pupilo” de Bacellar. Ao rebater, o deputado do PL disse ter “identidade própria” e alegou “nunca” ter escolhido “chefe”, mas “missão”.
Em outro momento do primeiro bloco, Ruas tentou associar Paes com falas de desrespeito às mulheres. Ele citou uma piada de cunho sexual feita pelo ex-prefeito carioca em 2016, que viralizou à época.
André Marinho — que é filho do empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro (PL) no Senado — também alfinetou o candidato do PSD por descumprir a promessa feita na última campanha, em 2024, de que não abandonaria a prefeitura para concorrer ao governo do Rio. Marinho ainda chegou a fazer uma imitação de Paes e o chamou de “fujão” para ironizar sua ausência no debate.
Garotinho falou de segurança pública e citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como “modelo” a ser seguido na área, defendendo que “as gangues (do país) praticamente acabaram”.
Nomes na disputa à Presidência, Lula, Flávio Bolsonaro e outros presidenciáveis foram pouco citados durante o debate. Provocado por William Siri, que disse não saber em quem o candidato do Novo votaria, André Marinho declarou apoio ao seu colega de partido, Romeu Zema, na eleição presidencial. No entanto, acenou ao presidenciável do PL, que hoje é quem tem mais chances de disputar um segundo turno contra Lula, segundo as pesquisas.
— Zema terá meu voto no primeiro turno. No segundo turno, é a direita unida, seja Flávio Bolsonaro ou quem for — declarou Marinho.
Já Siri pediu apoio à reeleição de Lula e também declarou voto nas candidaturas ao Senado de Monica Benício, sua colega de partido, e de Benedita da Silva, do PT, que está na chapa de Paes. Embora tenha concentrado suas críticas em Ruas e no PL, que comandava o governo do Rio até o início deste ano, o candidato do PSOL também alfinetou Paes em diferentes momentos.
Garotinho, que também direcionou críticas a parlamentares aliados de Paes e de Ruas, se esquivou ao ser questionado sobre o apoio do ex-governador Wilson Witzel, outro gestor mal avaliado, à sua candidatura. Segundo Garotinho, a opção de Witzel seria um reconhecimento ao fato de ele ser “o mais preparado”.
Ruas usou a parte final do debate para reforçar sua associação com a família Bolsonaro, que é vista como um trunfo para ele se tornar mais conhecido e aumentar suas intenções de voto. A última pesquisa Genial/Quaest apontou que 70% dos entrevistados disseram não conhecer Ruas, índice bastante superior aos percentuais de desconhecimento de Paes, que é de 10%, e de Garotinho, de 15%, segundo os dados do levantamento.
BS20260810031759.1 – https://extra.globo.com/politica/noticia/2026/08/eleicoes-2026-primeiro-debate-tem-ataques-a-paes-que-nao-foi-ao-encontro.ghtml

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