
Eca Digital: o que cabe às empresas, às famílias e ao Estado
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Mensagem foi interceptada pela Polícia Federal e incluída em manifestação da PGR que pediu mandado de buscas contra o deputado federal
A PF interceptou a mensagem de um empresário de Goiânia que se apresenta como amigo do deputado federal Gustavo Gayer admitindo irregularidades no uso da verba da Câmara dos Deputados para custear uma escola de inglês chamada Gustavo Gayer Language Institute. O parlamentar e o empresário foram alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira.
Ao se manifestar a favor das ações, a Procuradoria-Geral da República citou a mensagem enviada pelo empresário João Paulo de Souza, que é descrito como “amigo próximo” de Gayer, a um secretário parlamentar do deputado.
“Ou seja, a escola tá sendo paga com recurso público e tá sendo usada pra um fim totalmente que tipo num existe, né. Num tem como ser assim e aí eles vão levando ou seja ainda não entenderam a gravidade, sabe. Moço pra esse povo já ter alguém ali na porta fiscalizando… filmando… vai ser igual o caso aquela mulher do Popular na Assembleia (…)”, disse o empresário, e completou em seguida:
“O Gustavo hoje ele é uma vidraça, ele é um alvo e se for pra cima, moço, infelizmente a gente tá tipo errando nesse sentido, a gente tá pregando uma coisa e vivendo outra… infelizmente a gente tem muitas coisas erradas acontecendo aí”.
Segundo os investigadores, as mensagens “reforçam a hipótese investigativa” de que o parlamentar usava recursos da cota parlamentar para manter atividades privadas.
Em nota, o deputado afirmou que a PF “esmurrou” a sua porta às 6 horas e que operação causa “bastante estranheza”.
“Uma operação da Polícia Federal a dois dias da eleição municipal, determinada por Alexandre de Moraes, nos causa bastante estranheza. O que nós sabemos até o presente momento é que se trata de um processo físico e sigiloso, onde nem mesmo os advogados têm acesso de imediato ao seu conteúdo”, disse ele, no texto, e completou:
“Entendemos que ações deste tipo não podem ser deflagradas no ápice do processo eleitoral, posto que atos judiciários interferem diretamente na política local, o que coloca em xeque a seriedade das decisões”.

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