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Oposição quer CPI para apurar possíveis irregularidades; bancada governista defende aguardar avanços de investigações da Polícia Federal

Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
A Sessão Ordinária da Câmara Legislativa de terça-feira (10) opôs as bancadas do governo e da oposição em debates ligados à crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Os deputados que fazem oposição ao governo de Ibaneis Rocha insistiram na necessidade de investigação pela Casa e na abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para tratar das denúncias. Parlamentares da base do GDF, por sua vez, pediram cautela e ressaltaram a necessidade de se aguardar os desdobramentos da apuração comandada pela Polícia Federal.
“Não quero passar pano para ninguém, mas crucificar antes do final de uma investigação é muito precipitado. A Polícia Federal vai investigar e chegar a quem quer que seja, sem piedade”, afirmou Hermeto (MDB), líder do governo na CLDF. O parlamentar ainda elencou ações tomadas pelo banco para reverter a crise.
A oposição ressaltou que a abertura de uma CPI para investigar o caso é necessária para elucidar os fatos. “A maior demonstração de que o governo quer uma investigação seria a bancada assinar o pedido de CPI; vamos os 24 deputados assinar”, argumentou Chico Vigilante (PT).
A deputada Paula Belmonte (PSDB), que presidiu a recém-concluída CPI do Rio Melchior, usou o microfone da tribuna da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (10), para lembrar os “ganhos” advindos do trabalho da comissão – encerrada em dezembro passado. “Conseguimos a não demolição de escola na Guariroba que estava ameaçada; a termelétrica não será instalada, e a Caesb está levando água potável para as pessoas, está fazendo a encanação”. “Entregamos um relatório muito bom, com várias propostas legislativas. O rio Melchior precisa ser salvo”, defendeu.
Ainda na sessão desta terça, o deputado Gabriel Magno (PT) criticou a análise de proposta de ampliação do Brasília Palace Hotel pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac-DF). “O prédio está em capítulo do PPCUB [Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília], para ser avaliado como bem tombado; e é preciso criar um grupo de trabalho do patrimônio antes de autorizar intervenções”, argumentou. Para o parlamentar, a legislação está sendo atropelada. “Estamos entrando com ação no Ministério Público: o governo precisa cumprir a lei”, disse.

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