POLÍTICA

Entenda como a defesa do Bolsa Família por Flávio inflamou embate entre o PT e o bolsonarismo nas redes sociais

18 de junho, 2026 | Por: Agência O Globo

Sigla do presidente Lula publicou na quarta-feira que o senador está ‘em queda nas pesquisas’ e ‘finge até defender’ o programa social

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro Montagem/Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A declaração do senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) em defesa do Bolsa Família inflamou embate entre o PT e o bolsonarismo nas redes sociais. A sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou na quarta-feira que o representante do bolsonarismo está “em queda nas pesquisas” e “finge até defender” o programa social.

A sigla reproduz falas antigas, críticas ao Bolsa Família, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O vídeo do PT termina com a frase “eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”, em referência à mudança de posicionamento de Flávio às vésperas do início da campanha eleitoral deste ano.

Na segunda-feira, Flávio afirmou que o Bolsa Família é um “direito adquirido” do povo brasileiro, uma “estabilidade para quem já passou fome”.

O bolsonarista sugeriu ampliar a regra de proteção para que os beneficiários do programa sigam recebendo o recurso “por um tempo”, mesmo após conseguirem emprego formal ou aberto uma empresa, sem detalhar como isso seria feito. Pela regra atual, quando o beneficiário tem a carteira assinada, ele passa a receber 50% dos valores que recebia por mais dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.

— Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: “se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e perder o Bolsa Família, e se perder o meu trabalho, como é que vou ficar? Vou voltar para aquela época que passava fome, que eu tinha que pedir dinheiro no sinal de trânsito?” — falou.

Flávio afirmou que irá propor a criação de “um programa para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego formal ou abrirem a sua própria empresa por um período mais longo”.

Queda em pesquisa

Pesquisa Genial/Quaest divulgada há uma semana mostra Lula à frente na corrida pelo Planalto, com 39% das intenções de voto no primeiro tuno — estável na comparação com o levantamento do mês passado. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 29% (eram 33% em maio). O petista também lidera o cenário simulado de segundo turno com o bolsonarista (44% contra 38%).

O levantamento aponta que o senador perdeu apoio especialmente entre evangélicos, mulheres, jovens e na região Sudeste.



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