
Com rombo bilionário, Correios inicia venda de 21 imóveis em 11 estados
Leilão de bens faz parte do plano de reestruturação financeira

PEC de Erika Hilton que visa reduzir carga horária semanal para 36 horas foi proposta em maio e tem gerado grande mobilização nas redes sociais nos últimos dias
O debate em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, na qual o trabalhador tem apenas um dia folga na semana, tem mobilizado os brasileiros nas redes sociais. Mas esse não é o único regime de jornada comum no mercado de trabalho nacional atualmente. O EXTRA explica a seguir como funcionam as alternativas.
A mudança na jornada semanal é prevista numa PEC de iniciativa da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que encampou a bandeira do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou força nas redes no ano passado. O VAT foi fundado por Rick Azevedo, vereador eleito na cidade do Rio.
O texto prevê a adoção de jornada de quatro dias e sugere que o limite legal de 44 horas semanais de trabalho caia para 36 horas, sem alteração na carga máxima de diária de oito horas e sem redução salarial.
A definição da carga horária atual está estabelecida no artigo 7º da Constituição Federal. Lá, fica assegurado ao trabalhador o direito de ter um expediente “não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais”. Já as horas extras não podem passar do limite de duas horas por dia, com exceção de situações excepcionais.
Advogada trabalhista e especialista em Direito Sindical, Maria Lucia Benhame, explica que a escala 6×1 atinge principalmente trabalhadores do comércio e de alguns setores de serviços, como os de hotéis, bares e restaurantes, com jornada de 7h20 de trabalho em seis dias e um dia de folga.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente no comércio são 10,5 milhões de trabalhadores, o segundo setor que mais emprega no país. Mas em outros setores, há jornadas específicas. A advogada detalha que na indústria, por exemplo, as escalas têm sido cada vez mais “criativas”:
— Já vi fábricas com jornadas semanais que se revezam, com 6×3, 6×2 e 6×1, por exemplo. E no setor logístico, há casos de escalas 4×4, numa demanda dos próprios trabalhadores — diz.
Em outros setores, a escala não é por dia, mas por horas trabalhadas. É o caso de trabalhadores da saúde ou de serviços de segurança patrimonial, por exemplo, que muitas vezes trabalham 12 horas e folgam 36 horas.
— Nos escritórios, o mais corriqueiro é trabalhar só de segunda a sexta-feira. Algumas empresas baixaram voluntariamente a escala para 8 horas diárias, 40 horas por semana, e outras funcionam com 44 horas semanais, mas com uma compensação semanal, seja de 48 horas a mais por dia ou uma hora a mais de segunda a quinta-feira — explica Maria Lucia.
Para ser discutida na Câmara e no Senado, a PEC precisa do apoio de ao menos 171 assinaturas de parlamentares, já que se trata de uma mudança na Constituição. Até esta terça-feira, 135 nomes tinham endossado a proposta. Em seguida, começam os debates e votações em comissões e a aprovação deve ser com três quintos dos votos nos plenários da Câmara e do Senado.

Leilão de bens faz parte do plano de reestruturação financeira

Contribuição principal foi de portais e serviços de internet

Pagamento em localidades de oito estados será unificado

Trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais são isentos do IR
