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Presidente do PT vai chefiar Secretaria de Relações Institucionais, e nomeação de parlamentar seria uma forma de contrabalancear presença de petistas em todos os postos-chave do Planalto

Escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann articula para que um deputado de um partido de centro assuma a liderança do governo na Câmara. A indicação seria uma forma de contrabalancear a própria definição do nome da deputada para comandar a articulação política no Palácio do Planalto.
Presidente do PT desde 2017, Gleisi tem a sua imagem muito vinculada ao partido. Ministros, líderes no Congresso e presidentes de partidos do Centrão e até de esquerda avaliam que a nomeação da petista mostra uma tendência de Lula de se fechar ainda mais.
Em conversa com o presidente na sexta-feira, Gleisi e Alexandre Padilha, que vai deixar a pasta de Relações Institucionais para assumir a Saúde, defenderam que um deputado de um partido aliado assuma a liderança do governo. Foram citados os nomes de Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB, Antonio Brito (BA), líder do PSD, e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). De acordo com relatos, o presidente ainda questionou se um petista não poderia ocupar o posto. Gleisi e Padilha responderam que seria melhor escalar um parlamentar de outra sigla para facilitar a relação com a Câmara.
Diante da insatisfação que a escolha da petista para a articulação política gerou em parte do meio político, há dúvidas se os deputados de outros partidos aceitariam assumir o cargo. O Centrão, com aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia apontado Isnaldo como o nome preferido para chefiar a articulação política. A liderança do governo pode ser entendida como um prêmio de consolação após a opção de Lula pela petista.
A liderança do governo é ocupada atualmente pelo deputado José Guimarães (PT-CE). O parlamentar era cotado também para comandar a Secretaria de Relações Institucionais. Mas, em caráter reservado, interlocutores do governo afirmam que a menção do nome do parlamentar em uma investigação sobre desvio de emendas eliminou as suas chances de assumir o ministério. O episódio também deve levá-lo a ser retirado da liderança do governo. O caso corre sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), e o deputado nega qualquer irregularidade. Na conversa com Lula na sexta-feira, Gleisi sugeriu que Guimarães deveria assumir a presidência do PT em seu lugar no mandato-tampão até a eleição marcada para julho.

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