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Influenciador segue na UTI após receber ALN-6457, ainda sem testes em humanos; exames em seis semanas devem indicar se houve alguma resposta

A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, confirmou na noite desta segunda-feira (14) que o influenciador recebeu a substância experimental ALN-6457, em uma tentativa de tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A aplicação ocorreu no fim de semana, enquanto ele já estava internado na UTI por complicações provocadas pela doença. Segundo Mila, não houve reação ao produto, um dos riscos considerados justamente por ainda não ter sido testado em humanos.
Lito permanece na terapia intensiva e, por enquanto, não há previsão de alta. Em vídeo publicado nas redes sociais, Mila afirmou que a equipe médica deve aguardar cerca de seis semanas para avaliar, por meio de exames, se a substância provocou alguma mudança no quadro.
O ALN-6457 é desenvolvido pela americana Regeneron em parceria com a Alnylam Pharmaceuticals. A estratégia utiliza uma tecnologia chamada interferência por RNA (siRNA), que busca reduzir a produção da proteína príon no cérebro. Na DCJ, essa proteína sofre uma alteração anormal e desencadeia uma reação em cadeia que leva à destruição progressiva das células cerebrais.
Ainda há poucas informações sobre a substância. Documentos de pesquisa da Alnylam indicam que testes iniciais em camundongos conseguiram reduzir em cerca de 15% o RNA mensageiro responsável pela produção da proteína príon na menor dose avaliada. O resultado, porém, não demonstra que o composto seja capaz de interromper a evolução da doença ou aumentar a sobrevida.
Para o doutor em Engenharia Biomédica e especialista em pesquisa clínica Daniel Dahis, o achado representa um sinal biológico positivo, mas ainda cercado de incertezas.
— Estamos falando de uma terapia que reduz, em teoria, a produção da proteína príon. É um indicativo de que a estratégia pode valer a pena ser investigada, especialmente diante de uma doença que hoje não tem tratamento capaz de interromper sua progressão — afirmou ao g1.
O acesso de Lito ao composto ocorre por meio do chamado uso compassivo, mecanismo que permite a pacientes com doenças graves ou ameaçadoras à vida receberem produtos experimentais quando não existem alternativas terapêuticas eficazes disponíveis. No caso da DCJ, a expectativa agora é que os exames realizados nas próximas semanas indiquem se a redução da proteína produz algum efeito sobre a evolução do quadro.
BS20260915134332.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/09/15/esposa-de-lito-sousa-confirma-aplicacao-de-substancia-experimental-contra-doenca-rara-agora-e-esperar.ghtml

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