
Plenário do Senado aprova crime de vicaricídio com pena de até 40 anos
Texto vai para sanção presidencial
Comparação foi feita durante discussão de projeto de lei na Comissão de Segurança do Senado
Ao defender o projeto de lei que prevê o fim das “saidinhas” de presos, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) rebateu argumentos de que o índice de fugas de detentos nas saídas temporárias é baixo. O parlamentar comparou os números com um biquíni, ‘mostra tudo mas esconde o essencial’.
A declaração foi feita durante sessão da Comissão de Segurança Pública do Senado nesta terça-feira. Os parlamentares discutiam o relatório do projeto de lei que prevê o fim das “saidinhas” para presos. O relatório do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aprovado e o projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Durante a análise do texto, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), se colocou a favor da aprovação na Comissão de Segurança, mas disse que o texto deve ser alterado na CCJ, e citou levantamento sobre as saídas temporárias feito pelo jornal Folha de S. Paulo.
— Lá se colocou que neste último Natal, menos de 5% [dos detentos que tiveram direito a saída temporária] não voltaram às prisões e cometeram crimes. Então 95% dos inocentes pagarão pelos pecadores? — ponderou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO).
Alguns minutos depois, o presidente da comissão passou a palavra para a senadora Margareth Buzetti, que foi interrompida por Mourão. O senador então fez a comparação entre os números estatísticos e biquínis.
— Presidente, só um comentário para o meu amigo, senador Kajuru. Só para lembrar Kajuru, que estatística é igual a biquíni, mostra tudo mas esconde o essencial — senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Em seguida, senadores de oposição que estavam ao lado de Mourão riram da comparação. Nenhum parlamentar repreendeu a fala de Mourão. Interrompida pelo burburinho, a senadora Margareth Buzetti pediu licença para que pudesse falar.
— Ô senhores, eu sou a única mulher titular aqui na Comissão. Cheguei ontem, me ouçam, por favor — senadora Margareth Buzetti (PSD-SC).

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