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A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Clinical Investigation, mostrou que a serotonina está associada ao desenvolvimento da condição
O Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza cirurgia bariátrica. Um novo estudo, encabeçado pela Universidade de Harvard, mostrou a causa central para uma das principais complicações deste procedimento cirúrgico, chamada hipoglicemia pós-prandial. A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Clinical Investigation.
Os pesquisadores mostraram que a serotonina (neurotransmissor envolvido na regulação do humor) está associada ao desenvolvimento da hipoglicemia pós-prandial, que causa a diminuição dos de glicose de 2 até 5 horas depois da ingestão de alimentos.
“Observamos que, nos indivíduos com hipoglicemia pós-bariátrica, os níveis de serotonina estão baixos quando eles estão em jejum. No entanto, após uma refeição, aumentam significativamente, ao contrário de pacientes sem sintomas ou de pessoas que não fizeram bariátrica, cujos níveis de serotonina diminuem após uma refeição”, afirma Rafael Ferraz-Bannitz, pesquisador brasileiro pós-doutorando da Escola de Medicina de Harvard, em comunicado da Faperj.
Para chegar a esta conclusão, a equipe fez a análise do sangue de 13 pessoas com hipoglicemia pós-bariátrica; dez que realizaram a cirurgia, mas que não apresentavam sintomas; e oito indivíduos que não realizaram a cirurgia nem tinham hipoglicemia.
As amostras sanguíneas foram coletadas no período de jejum, 30 minutos após tomarem um shake (composto por proteínas, carboidratos e lipídios) e duas horas depois de terem consumido a bebida. Foi notado pelos cientistas um padrão envolvendo a serotonina.
“Indivíduos com hipoglicemia pós-bariátrica apresentavam níveis de serotonina muito diminuídos no jejum. Curiosamente, em resposta à refeição, houve um aumento de cinco vezes nos níveis desse hormônio nesses indivíduos”, explica Ferraz-Bannitz.
De acordo com o pesquisador, a hipoglicemia pós-prandial atinge 30% dos pacientes que passaram pela bariátrica nos Estados Unidos.
“É algo extremamente incapacitante, os pacientes chegam a concentrar os alimentos em apenas uma refeição por dia, pois sabem que vão passar muito mal. Muitos não conseguem trabalhar, dirigir ou ter o mínimo de qualidade de vida. E é um problema que pode atingir até 83 mil pessoas todos os anos só nos Estados Unidos. No Brasil, esse número também deve ser alto, pois é o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas no mundo”, aponta.
Os autores do estudo acreditam que a serotonina tenha papel central no desenvolvimento desta complicação a partir de alguma alteração na microbiota, ácidos biliares ou outros fatores no intestino. Mas novas investigações precisam ser feitas.
Dentre os principais sintomas da hipoglicemia pós-prandial, estão:

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