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S. Iswaran é o primeiro alto funcionário político do país a ser julgado em quase meio século
O ex-ministro dos Transportes de Singapura, S. Iswaran, conhecido por ter levado a Fórmula 1 para o país, admitiu nesta terça-feira ter recebido subornos, no primeiro julgamento de corrupção contra um alto responsável político, em quase meio século.
Este ano, a Justiça apresentou 35 acusações contra Iswaran, principalmente ligadas a corrupção, mas o Ministério Público reduziu-as para cinco após um recesso logo após o início do julgamento no Supremo Tribunal.
Iswaran se declarou culpado dessas cinco acusações, uma por obstrução da Justiça e quatro ligadas a presentes recebidos de dois empresários, disseram os meios de comunicação locais CNA e The Straits Times.
A Promotoria exige entre seis e sete meses de prisão por essas acusações, informou o The Straits Times.
Os observadores consideram esse julgamento um dos mais significativos politicamente nesta cidade-estado, muitas vezes considerado um dos países menos corruptos do mundo.
Os ministros do governo recebem salários comparáveis aos dos altos executivos do setor privado, justamente para dissuadir atitudes corruptas.
Iswaran renunciou em janeiro, depois de ser formalmente notificado de sua acusação por, entre outras acusações, aceitar presentes no valor de mais de US$ 300 mil.
Parte desses alegados subornos vieram do magnata da hotelaria Ong Beng, um dos homens mais ricos de Singapura, também envolvido na organização da Fórmula 1 nesta cidade.
Em 2007, o Conselho de Turismo de Singapura assinou um contrato com a empresa promotora do GP de Singapura, propriedade de Ong, para organizar a corrida noturna que começou em 2008.
O contrato foi renovado três vezes e vai até 2028, mas o governo anunciou que iria rever o seu conteúdo após a demissão de Iswaran.
O julgamento ocorre apenas dois dias após a conclusão do Grande Prêmio de Singapura deste ano.

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