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Exército Brasileiro nomeia primeira mulher para a função de Capelão Militar

25 de setembro, 2026 | Por: Maj Cerqueira (CCOMSEx)/ Exército

Aspirante a Oficial Gleizielle Stefane Fiusa Souza é a nova capelão evangélica da 4ª Região Militar (4ª RM)

Belo Horizonte (MG) – O Exército Brasileiro viveu um momento histórico ao passar a contar em suas fileiras com a primeira mulher a ocupar a função de capelão militar. A Aspirante a Oficial Gleizielle Stefane Fiusa Souza é a nova capelão evangélica da 4ª Região Militar (4ª RM), sediada na capital de Minas Gerais, sendo a pioneira a exercer esse cargo na Instituição. É um novo marco da trajetória feminina na Força.

Foto: 4ª Região Militar

Natural de Belo Horizonte, a Aspirante Fiusa é ministra evangélica e pastora auxiliar na Igreja do Evangelho Quadrangular em Linda Vista, Contagem (MG). Ela incorporou ao Exército em 2024, na graduação de 3º Sargento de Saúde, como técnica de enfermagem. Após processo seletivo, passou a integrar o Quadro de Capelães Militares, oportunidade que considera ser um chamado de Deus. “O Senhor me deu a chance de hoje estar aqui nessa nova missão, que é tratar das pessoas no âmbito espiritual. Tenho em mim o anseio de servir, propósito dado por Deus. Não planejei ser parte da história, planejei estar pronta para esse chamado. A história é consequência do desejo do Soberano e Senhor dos Exércitos”, destacou.

Foto: 4ª Região Militar

A capelão considera que o período de dois anos que serviu como sargento de Saúde foi de grande aprendizado para sua nova atribuição, citando os serviços de guarda ao quartel, missões diversas e contato com outros militares. Para ela, o pioneirismo na nova função é uma honra e uma responsabilidade. “Acho que abre o caminho para outras mulheres, que vêm ocupando espaços em várias áreas diferentes do Exército de uma forma geral. Ser capelão evangélica é uma soma de forças”, ressaltou.

Foto: 4ª Região Militar

Formas de ingresso

Os capelães militares, dos credos católico e evangélico, integram o Serviço de Assistência Religiosa do Exército, o SAREx. Os capelães têm a importante missão de prestar assistência espiritual, moral e religiosa aos militares, servidores civis e seus familiares, contribuindo para o fortalecimento dos valores, da fé e do bem-estar daqueles que integram a Família Militar.

Arte: CCOMSEx

Os capelães podem ser de carreira ou temporários. Na primeira situação, o acesso se dá mediante concurso público da Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército, realizado anualmente. O curso de formação ocorre presencialmente na ESFCEx, em Salvador (BA). Já os capelães temporários são submetidos em processos seletivos das 12 Regiões Militares espalhadas pelo Brasil, com editais específicos publicados nos respectivos sítios eletrônicos ao longo do ano.

Evolução da presença feminina no Exército

A chegada da primeira mulher à função de capelão militar é mais um registro histórico da participação feminina no âmbito do Exército em diversas especialidades, postos e graduações. Também nesse mês de setembro, a 1º Sargento Barbara de Lima Alves, do Serviço de Saúde, tornou-se a primeira mulher da Instituição a assumir o encargo de Adjunto de Comando, em cerimônia realizada no Hospital de Guarnição de João Pessoa.

Foto: HGuJP

Ainda em 2026, outro fato inédito coroou um ano pleno de marcos relevantes para a representatividade feminina na Força. Promovida em abril, a General de Brigada Médica Claudia Lima Gusmão Cacho, atualmente dirigindo o Hospital Militar de Área de Brasília, tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército.

Mais um aspecto importante na evolução da presença da mulher no Exército registrado em 2026 é o Serviço Militar Inicial Feminino, que incorporou 1010 jovens em todo o Brasil. A partir deste ano, as mulheres passaram a ingressar na Força como soldados, com os mesmos direitos e obrigações dos homens incorporados anualmente para essa função.

Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

As mulheres também já são parte das diversas escolas de formação de oficiais e sargentos do Exército. Na AMAN, a primeira turma com presença feminina foi a de 2021, nos cursos de Intendência e Material Bélico. O Instituto Militar de Engenharia e a Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército são outras portas de entrada na Força para mulheres que seguem a carreira de oficial. Do mesmo modo, a Escola de Sargentos de Logística e o Centro de Instrução de Aviação do Exército formam praças de carreira do sexo feminino, contribuindo para o aumento da presença da mulher no Exército.
 

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