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Objetos deixados por parentes dos músicos foram encontrados intactos junto aos corpos; veja fotos
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Durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, na última segunda-feira, 23, foram encontrados objetos deixados por familiares no caixão dos músicos, no seputamento deles em 1996. Parentes ficaram surpresos ao acharem os pertences preservados após quase três décadas.
Sobre o caixão do vocalista Dinho foi encontrada uma jaqueta, enquanto no de Bento Hinoto havia uma pelúcia. As informações, enviadas ao EXTRA, foram confirmadas por Jorge Santana, primo de Bento e responsável pela marca ligada ao grupo.
Segundo ele, os objetos haviam sido colocados pelos familiares na época da despedida. A cunhada do guitarrista, Claudia Hinoto, explicou que o ursinho foi deixado por um parente como forma de homenagem.
— Ele estava praticamente intacto, um pouco sujinho de terra só. Provavelmente ele ficará no Memorial. Não me lembro exatamente, mas acho que foi a mãe dele que colocou. Ela queria ter colocado a guitarra dele, mas por medo de violação da sepultura, acabou não deixando — afirmou.
O ursinho será higienizado para exposição no Memorial da banda. A esposa de um irmão de Bento contou que o processo de exumação foi delicado e emocionante, com memórias sendo vivenciadas novamente pelos familiares presentes.
— É um projeto muito bonito, porque a árvore é o símbolo da vida. Então nada mais bonito que ter uma essência dos meninos nessas árvores. Para nós, o Alberto era o cunhado, o irmão, o filho, mas para o público, era o Bento — concluiu.
A mãe de Bento, Toshiko Hinoto, faleceu meses atrás. O pai de Dinho, Hildebrando Alves, esteve presente na exumação. Segundo ele, a fé em Deus, a ajuda dos fãs e a ‘coragem de enfrentar a vida’ foram cruciais para enfrentar os momentos difíceis. Ao EXTRA, ele também refletiu sobre a inspiração para a composição de sucessos da banda.Trinta anos sem Mamonas Assassinas: relembre como a banda foi parar em filme do Capitão América
— Nesses 30 anos, compreedemos que a vida é assim, vamos todos morrer um dia. A inspiração do Dinho sempre foi a fazenda em que olhava o gado; para o ‘Mundo Animal’, eu acho que se baseou nisso.
Após a exumação, os corpos serão cremados e transformados em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam, revelou o colunista Ancelmo Gois.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre as famílias dos artistas e o BioParque Cemitério de Guarulhos. O projeto prevê a cremação de uma pequena parte dos restos mortais, que será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores, uma para cada integrante. Segundo Santana, a proposta foi discutida e aprovada em conjunto pelas famílias. O memorial funcionará como uma extensão das sepulturas, que continuarão preservadas e abertas para visitação gratuita.
— O espaço tem toda uma simbologia. Vai ter totens, atividades, QR Code e um ‘cantinho Mamonas’. Tudo continuará gratuito — afirmou ao EXTRA.
De acordo com o cemitério, as cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis junto às sementes escolhidas pelas famílias. O desenvolvimento das árvores poderá ser acompanhado por uma plataforma digital desde a germinação até o plantio definitivo no local. Cada árvore terá identificação e um totem com QR Code reunindo fotos, vídeos e relatos sobre os integrantes, com a proposta de transformar o espaço em um ponto de encontro para fãs.
Tragédia que vitimou os integrantes de Mamonas Assassinas completa 30 anos
A morte dos integrantes completa 30 anos na próxima segunda-feira. No sábado de 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília num jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda.
Eram 23h15 quando a aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.
Os Mamonas Assassinas estavam no auge. A irreverência de seu “rock cômico”, com letras e visual escrachados, conquistara o Brasil. O primeiro e único disco, com o nome da banda, havia sido lançado em junho de 1995 e, nos oito meses seguintes, teve 1,8 milhão de cópias vendidas (no total até hoje, foram 3 milhões de cópias, o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos). O grupo vinha fazendo shows no Brasil todo e viajaria para se apresentar em Portugal ainda na primeira semana daquele mês.
O show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, seria o último da turnê no Brasil, antes de a banda se concentrar em seu segundo disco. Os Mamonas tocaram para um público de cerca de 4 mil pessoas, na maioria crianças e adolescentes.
Vestindo uma fantasia de coelhinho de pelúcia, Dinho cantava e dançava com a energia de sempre. Ao fim da performance, o cantor desceu ao gramado da arena e agradeceu. Em seguida, foram todos direto para o aeroporto e trocaram de roupa no carro, como fizeram muitas vezes antes.
BS20260226235749.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/02/exumacao-dos-mamonas-assassinas-revela-objetos-preservados-nos-caixoes-dos-integrantes.ghtml

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