
Inmet alerta para risco de chuvas intensas no Rio, Minas e São Paulo
Há riscos de alagamentos e deslizamentos de encostas

Relatório divulgado nesta terça-feira aponta que empresa montou escalas que reduziram tempo de descanso
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/q/h/yX8cFSQduWLpgYAp7RDQ/aviao.jpg)
A fadiga da tripulação do voo 2283 da Voepass, que caiu em 9 de agosto do ano passado na cidade paulista de Vinhedo, em São Paulo, causando a morte de 62 pessoas, pode ter contribuído para o acidente. A conclusão, divulgada nesta terça, é de uma auditoria feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da equipe de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP).
A queda foi considerada um acidente de trabalho grave, já que provocou a morte dos quatro tripulantes — comandante, copiloto e duas comissárias de voo. O relatório da auditoria do Ministério do Trabalho analisou as escalas de trabalho do comandante e do copiloto desde 1º de maio de 2024 até a data do acidente.
O levantamento considerou até mesmo os registros de check in e check out em hotéis para confirmar os períodos de descanso dos tripulantes. O objetivo foi entender se a fadiga poderia ter sido um dos fatores que contribuíram para a queda da aeronave.
A conclusão do Ministério do Trabalho e Emprego foi que a empresa montou escalas que reduziram o tempo de descanso da tripulação. Isso pode ter causado cansaço em um nível que poderia prejudicar a concentração e o tempo de reação dos profissionais.
Esse fator, somado a outras possíveis causas, como a formação de gelo nas asas da aeronave e falhas no sistema de degelo, pode ter contribuído para o acidente com o voo 2283, que partiu de Cascavel, no Paraná, com destino a São Paulo. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga o acidente e prepara um relatório final sobre o caso.
Entre os principais problemas encontrados pelos fiscais do MTE estão falta de controle efetivo da jornada da tripulação, descumprimento da Lei dos Aeronautas quanto a limites de jornada e períodos mínimos de descanso, e violação de cláusula da Convenção Coletiva voltada à prevenção da fadiga.
Por essas irregularidades, a empresa recebeu dez autos de infração, que podem gerar multas de cerca de R$ 730 mil. Além disso, a Voepass oi notificada por não recolher mais de R$ 1 milhão em FGTS de seus empregados.
O relatório também cita estudos científicos que sugerem medidas que poderiam ser adotadas pela empresa para diminuir o risco de fadiga e, assim, evitar novos acidentes aéreos.
Procurada para comentar o relatório, a Voepass ainda não respondeu.
BS20250916221709.1 – https://extra.globo.com/brasil/noticia/2025/09/fadiga-da-tripulacao-pode-ter-contribuido-para-acidente-com-aviao-da-voepass-diz-ministerio-do-trabalho.ghtml

Há riscos de alagamentos e deslizamentos de encostas

Indígenas fazem protestos há 15 dias contra concessão de hidrovia

Estudo mostra crescimento do uso da IA para conteúdos políticos

Parceria visa garantir resolução que proíbe comercialização dos vapes
