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A degradação gradativa dos diversos sistemas ocorre à medida que os vários órgãos entram em desequilíbrio funcional
O jornalista e apresentador Cid Moreira morreu aos 97 anos enquanto tratava um quadro de pneumonia no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ele também recebia diálise devido a um problema nos rins. Segundo boletim do hospital, a causa foi falência múltipla dos órgãos.
Também conhecida como síndrome da falência de múltiplos órgãos (SFMO), a falência múltipla dos órgãos é uma condição que ocorre quando dois ou mais órgãos vitais perdem a sua função ao mesmo tempo.
No Brasil, ela afeta cerca de 25% dos pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), o número de órgãos comprometidos aumenta a chance de morte. Se dois órgãos são comprometidos, a mortalidade é de 60%. Se a falência é de três órgãos, a taxa sobe para 85% e no caso de quatro órgãos ou mais é de 100%.
A sepse (choque séptico) é a causa mais comum para a síndrome, mas ela também pode ser desencadeada por infecções generalizadas, traumas queimaduras, pancreatite, síndromes de aspiração, doenças autoimunes, eclampsia e envenenamento.
A falência múltipla de órgãos normalmente acontece depois um hiato variável de tempo em relação à sua causa original, durante o qual há aparente estabilidade do paciente. Logo em seguida, ela surge de maneira progressiva. A degradação gradativa dos diversos sistemas ocorre à medida que os vários órgãos entram em desequilíbrio funcional.
Os pulmões, os rins, o estômago e o fígado são os órgãos mais afetados, além de lesões cardíacas pós-traumáticas, cerebrais pós-traumáticas, glandulares e intestinais; também alterações do perfil de imunidade e de coagulação.

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