ECONOMIA

Falsa central telefônica: golpe fica mais sofisticado

6 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Segundo a Febraban, novos recursos tecnológicos que simulam números oficiais para tentar obter dados pessoais e bancários

Golpe: criminosos usam técnicas cada vez mais sofisticadas — Foto: Magnific

O golpe da falsa central telefônica já é um velho conhecido dos brasileiros, mas nem por isso representa um risco menor. Em geral, os criminosos se passam por funcionários de um banco e alegam que a conta da vítima está sob ameaça de invasão. As abordagens, porém, têm se tornado cada vez mais sofisticadas, exigindo atenção redobrada.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os golpistas utilizam ligações, mensagens e novos recursos tecnológicos que simulam números oficiais para tentar obter dados pessoais e bancários, além de induzir as vítimas a realizar transferências ou instalar aplicativos maliciosos.

As táticas são as mais variadas, mas o bandido sempre usa técnicas de engenharia social, que consistem na manipulação psicológica do usuário para que ele forneça informações confidenciais ou faça transações em favor de quadrilhas, diz Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

Para ajudar, o EXTRA mostra as principais estratégias hoje usadas pelos criminosos, segundo a federação.

Conheça as táticas

Como entram em contato

Para entrar em contato com as vítimas, os criminosos:

Utilizam SMS, WhatsApp ou ligações telefônicas que aparentam ser de instituições financeiras legítimas.

Usam uma técnica em que mascaram o número de origem da ligação com um software, para parecer que a chamada vem do banco ou até mesmo da agência do cliente.

Usam e-mails e sites que são parecidos com os dos bancos.

O que dizem

Ao entrar em contato com a vítima, os criminosos:

Se passam por gerentes alegando problemas na conta ou no cartão ou a necessidade de uma atualização de segurança.

Dizem que a agência ou o gerente está sob investigação, enviando até falso boletim de ocorrência, e orientam a transferência do dinheiro para uma suposta conta segura.

Informam que um novo celular foi usado para acessar a conta e perguntam se foi o cliente. Caso negue, citam a necessidade de fazer algumas verificações de segurança e pedem senhas e dados da vítima.

Por meio de ligações ou gravações, falam sobre compras suspeitas com valores altos. Eles pedem senhas e dados da vítima para cancelarem as supostas aquisições. Também podem dizer que uma transação de alto valor foi aprovada e pedem para a vítima ligar imediatamente para cancelar.

Alegam, por meio de SMS, que milhas do cartão de crédito estão expirando e, para resolver o suposto problema, pedem que o cliente clique em links maliciosos que podem instalar vírus no celular ou no computador.

Simulam o atendimento do banco, com transferências entre setores e músicas de espera para dar um tom de veracidade ao golpe.

O que pedem

Os criminosos pedem dados pessoais, senhas bancárias, tokens de autenticação, informações da conta e outros dados financeiros.

Solicitam transferências bancárias para resolver supostos problemas na conta.

Sugerem a instalação de links ou de aplicativos para resolver irregularidades na conta.

O que é preciso saber

Segundo a Febraban, os bancos jamais:

Ligam para o cliente pedindo senhas, dados pessoais, tokens e dados financeiros.

Pedem que clientes façam transferências para resolver problemas na conta.

Usam táticas de urgência e pressão para que o cliente faça algo de maneira imediata.

Pedem a instalação ou a atualização de aplicativos.

Solicitam que o cliente entregue seu cartão a um motoboy.

Como se proteger

Ao receber uma ligação suspeita, desligue imediatamente o telefone e procure os canais oficiais da instituição. Para isso, procure o número para contato no verso do cartão ou nos sites oficiais.

Nunca clique em links enviados por mensagens.

Desconfie de qualquer pressão para tomada de decisão rápida.

Nunca instale aplicativos enviados por terceiros no celular.

Caí no golpe, e agora?

Se o cliente for vítima de um golpe, a Febraban o orienta a notificar imediatamente o banco para que medidas adicionais de segurança sejam adotadas, como bloqueio do app e da senha de acesso. A vítima também deve fazer boletim de ocorrência.


BS20260706103036.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/07/falsa-central-telefonica-golpe-fica-mais-sofisticado.ghtml

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