
O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia em análise no Congresso
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Líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante desistiu de divulgar nomes dos deputados que não assinaram requerimento de urgência

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu recuar em parte da ofensiva pelo projeto da anistia, na Câmara, e passou a adotar um tom de negociação. Orientado por Bolsonaro, o líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), retirou a orientação para a bancada obstruir a pauta e desistiu de divulgar o “carômetro” dos deputados que não assinaram o requerimento de urgência para anistiar os condenados pelo 8 de Janeiro. A estratégia agora é pressionar os presidentes dos partidos.
O recuo ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resistir em pautar a proposta, mesmo depois de ter virado alvo de ato bolsonarista na Avenida Paulista, no domingo. A obstrução promovida pelo PL também causava insatisfação nos líderes dos partidos de centro.
— (O recuo) Foi um gesto para dar uma oxigenada, para mostrar que não somos tão radicais. Estamos com 201 assinaturas. Vamos conseguir as 257 até quinta-feira — disse Sóstenes, em referência ao apoio necessário para a apresentação de um requerimento de urgência.
No fim de semana, o líder do PL disse que “a anistia será pautada, querendo ou não” e que divulgaria a lista de deputados que não assinaram o requerimento de urgência para a proposta, ou estão indecisos. O GLOBO teve acesso ao número de deputados por partido que já assinaram o requerimento. Sete deputados do PL não registraram seus apoios. Entre partidos de centro, o União Brasil é o que mais tem assinaturas, com 25, e o PP, com 24.
Mesmo que o PL consiga as assinaturas necessárias para apresentar o requerimento de urgência, o presidente da Câmara não é obrigado a colocá-lo em votação.
De acordo com o blog da coluna de Lauro Jardim, Sóstenes foi orientado pelo próprio Bolsonaro a desistir de divulgar o “carômetro” dos deputados que não assinaram o requerimento de urgência. Depois da tentativa frustrada de conseguir a assinatura dos líderes, a missão agora é apelar aos presidentes dos partidos, ou seja, para quem comanda os fundos partidário e eleitoral, e é responsável pelos repasses para as campanhas dos deputados.
Ainda de acordo com o blog da coluna de Lauro Jardim, o ex-presidente já procurou alguns dirigentes partidários, mas pretende ampliar o leque antes de expor os deputados que se eximiram de assinar a urgência do PL da Anistia.
Alvo de pressão no ato promovido na Avenida Paulista no domingo para defender a aprovação do PL da Anistia, Hugo Motta (Republicanos-PB) defendeu anteontem em evento em São Paulo a pacificação do país e disse que os problemas não serão solucionados se os Poderes forem atacados.
— O que o Brasil precisa é de pacificação. Não é desequilibrando, aumentando a crise e distanciando as instituições que vamos resolver o problema e encontrar a saída para esse momento delicado e difícil que o Brasil enfrenta — disse Motta.
Após os atos de domingo, líderes de partidos de centro avaliaram que o PL “errou na mão” ao transformar Motta em alvo da manifestação convocada pelo ex-presidente. Para esses líderes, aceitar a pressão faria o PL não ter limites. A sigla é a maior da Casa, com 92 deputados.
Aliados de Motta entendem que já “cederam demais” ao partido de Bolsonaro durante as escolhas das comissões da Casa. O PL tem os colegiados com as maiores cifras em emendas: Saúde, Agricultura e Turismo. Também pontuam que, se o PL tivesse uma postura diferente, mais negociada e serena, as chances de conseguir avançar com a proposta seriam maiores.
Motta vinha defendendo junto a líderes de centro que fosse criada uma comissão especial para debater o projeto, formular um texto que abordasse a dosimetria das penas e só depois pautar a matéria em plenário. A proposta, porém, foi rejeitada por Sóstenes.

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