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Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, jornalista conta que esses acontecimentos a inspiraram na construção de sua palestra ‘Nada é para sempre’, que tem como tema a impermanência da vida

Fátima Bernardes contou como o câncer no endométrio, que enfrentou em 2020, despertou nela um sentido de urgência de viver. Em entrevista ao videocast do GLOBO ‘ Conversa vai, conversa vem’, no ar no Youtube e no Spotify, A apresentadora e jornalista também afirmou que o fim de seu casamento com William Bonner, uma relação que durou 26 anos e rendeu três filhos, a obrigou a se adaptar a uma nova vida. Esses foram dois dos acontecimentos que inspiraram a atriz a construir “Nada é para sempre”, palestra que ela vem realizando e que tem como tema a impermanência da vida. Leia trecho:
Juntaria a pandemia aí. Ela estourou em março, e o câncer foi em dezembro. Lidar com aquela quantidade de mortos trabalhando ao vivo sozinha, no estúdio, com três pessoas vestidas com protetores. Foi impactante, e não notei porque aí veio a jornalista, havia a necessidade de manter a informação no ar. Quando chegou o câncer, eu falei ‘putz’… Mas tive diagnóstico precoce. Não precisei fazer radioterapia, quimioterapia, tomar medicação. Mas foi um alerta, né? E pensei: “Se estivesse embarcando no processo longo de tratamento, o que valeria?”. Não dava nem tempo de pensar em mudança, estávamos mergulhados na pandemia, mas em 2022… Ia fazer dez anos, mais 2500 programas, era uma data bonita pra dar uma virada.. Quando tive filho, também foi momento de avaliação…
Com certeza, vamos envelhecer todos juntos. Aí tem que se adaptar a uma nova. Ali estava num momento bom no “Encontro”, o que me ajudou muito. Foram 26 anos, três filhos. Deu muito certo. Mas a relação amorosa se transformou. Não tinha porque insistir em algo que poderia destruir o que foi bonito durante 26 anos. Então, mas é uma adaptação.
E a gente nunca falou sobre isso… E vamos continuar sem falar. É como se tivesse tido ou tivesse que haver um caso de traição ou esse “é óbvio que ele que queria”. Óbvio por quê? As pessoas não permitem que seja a mulher que pense isso.
Na Copa de 1998, William viajou. Eu tinha acabado de chegar ao Jornal Nacional, fiquei com três crianças de sete meses e ninguém falou nada. Quando viajei, em 2002, e ele ficou, ouvi muito: “Nossa, que maridão.” Eu dizia: “Sim, mas não por essa razão.” Não ouvi elogio, ele ouviu vários. Merecia? Sim. Mas eu também. É uma diferença grande profissionalmente. Mas no JN meu horário era 14h, botei na escola cedo para não dependerem da estrutura de casa, tinha pai e mãe morando em frente. Tive muito privilégio. Mesmo assim, havia cobrança minha maior que a externa. Pensei em parar de trabalhar por não estar satisfeita comigo.
Estou adorando. Era tão neurótica para que se tornassem pessoas do bem. Olho e me dá uma paz… Sempre tive medo de morrer e deixar filho pequeno, criei pânico de avião.
Se as crianças não estivessem, era cada um no avião. Se tivessem os cinco, sem problema, morria todo mundo junto.
BS20260728100042.1 – https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/07/28/fatima-bernardes-conta-como-cancer-e-separacao-de-wiliam-bonner-a-transformaram-foram-26-anos-e-tres-filhos-deu-muito-certo.ghtml

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