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Flávio Bolsonaro diz que tem preferência por vice mulher e que, se eleito, dará cargo ao pai

9 de maio, 2026 | Por: Agência O Globo

Pré-candidato à Presidência pelo PL, senador diz que, caso seja escolhido, vai trabalhar por ‘anistia ampla’

Flávio Bolsonaro com cartaz em tamanho real do pai em ato contra Moraes em Copacabana
Flávio Bolsonaro com cartaz em tamanho real do pai em ato contra Moraes em Copacabana — Foto: Reprodução / X / 03-08-2025

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira que, além de trabalhar por uma anistia para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende convidá-lo para integrar seu eventual governo. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil.

— O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer — afirmou o senador.

Flávio acrescentou que, se eleito e caso uma eventual anistia seja aprovada, pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai na posse presidencial. Na entrevista, ele também demonstrou ter preferência

— Mais uma vez, eu insisto aqui, ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas tem mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade — disse Flávio Bolsonaro.

Ele também comentou o caso do senado Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém — disse, referindo-se ao ministro André Mendonça — A gente não está negociando o apoio do senador Cío Nogueira. O que nós sempre conversamos foi o apoio da federação. São dois partidos juntos, o Progressista e o União Brasil, e são bancadas grandes, são dezenas de parlamentares.

Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF uma revisão criminal, instrumento que visa reexaminar uma ação já transitada em julgado, para anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão. O pedido, endereçado a Edson Fachin, ocorre após o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) promulgar a Lei da Dosimetria, que pode beneficiar o ex-mandatário, já que reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime.

No documento de 90 páginas, os advogados pedem que o processo seja anulado por cerceamento de defesa e pleiteiam a anulação da delação de Mauro Cid.

Caso as nulidades evocadas pela defesa não sejam acolhidas, os advogados querem que o STF afaste a condenação por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O documento sustenta que o ministro relator, Alexandre de Moraes, decretou o trânsito em julgado antes da análise adequada de recursos cabíveis e afirma que houve cerceamento do direito recursal.

Também nesta sexta, Moraes foi sorteado relator das ações — movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) — que questionam a chamada lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso na semana passada após a derrubada do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e promulgada por Alcolumbre.

Logo após assumir a relatoria, o ministrou solicitou informações, a serem prestadas pelo presidente República e pelo Congresso Nacional, no prazo cinco dias. Em seguida, os autos serão remetidos ao ao advogado-geral da União e ao procurador-geral da República, sucessivamente, no prazo de três dias, para a manifestação.


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