
Do 11/11 até a Black Friday: veja o que os marketplaces oferecem no Brasil
AliExpress, Americanas, Magalu, Mercado Livre, Shein e Shopee oferecem um grande período de benefícios para os consumidores online

Primeiro boletim após as eleições mostra dólar mais alto e crescimento menor. Economistas acreditam que queda mais expressiva dos juros depende de um ajuste nas contas públicas

O mercado financeiro elevou as projeções para a inflação, os juros e o dólar neste ano e reduziu a estimativa de crescimento da economia no primeiro Boletim Focus com projeções captadas após as eleições, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira. Para analistas, as revisões refletem uma piora na percepção de risco fiscal e a desvalorização do real, movimentos que ampliam as pressões sobre a inflação e podem limitar o espaço para o BC reduzir a Selic.
A estimativa para o IPCA ao fim deste ano passou de 5,19% para 5,22%, a dos juros subiu de 13,25% para 13,50% e a do câmbio avançou de R$ 5,05 para R$ 5,34, todas na primeira semana consecutiva de alta. Já a previsão de crescimento do PIB caiu pela terceira semana seguida, de 1,80% para 1,76%.
Na visão de Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a revisão das expectativas de inflação está associada, em parte, à alta do dólar, mas também à valorização recente do petróleo, que amplia os riscos sobre combustíveis e custos de produção. Esse cenário leva o mercado a rever também a trajetória esperada para a Selic.
— Com expectativas mais distantes da meta, pressões cambiais e incertezas fiscais, o mercado passou a atribuir maior probabilidade a uma postura mais conservadora do Banco Central, seja por meio da interrupção antecipada do ciclo de cortes, seja pela manutenção dos juros em patamares restritivos por mais tempo.
Ela observa, no entanto, que a atividade econômica apresenta sinais de desaceleração, o que tende a contribuir para a moderação das pressões inflacionárias à frente. Assim, a elevação das expectativas de juros reflete principalmente uma reavaliação dos riscos e da trajetória provável da política monetária, e não necessariamente uma mudança equivalente nas condições correntes de demanda.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, também vê espaço para reduções da Selic nos próximos anos, mas acredita que isso depende de uma queda mais expressiva dos avanços nas contas públicas.
— O problema central deixou de ser apenas a desaceleração da economia e passou a ser a percepção de risco fiscal. A Selic ainda pode cair nos próximos anos, mesmo com a inflação pressionada, porque a atividade econômica está enfraquecendo e os juros reais continuam elevados. Entretanto, acredito que a projeção de 10% para 2028 só voltará a ser viável com um ajuste fiscal convincente, baseado no controle das despesas obrigatórias e na recuperação dos resultados primários.
Sem esse ajuste, afirma, uma expansão adicional dos gastos tende a se traduzir em dólar mais caro, juros futuros elevados e crédito mais restrito.
Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a projeção do Focus de encerrar 2026 em 13,50% ainda pressupõe uma redução de 0,25 ponto percentual. Restam apenas duas reuniões do Copom até o fim do ano, uma delas acontece nesta semana. André Matos, CEO da MA7 Capital, avalia que as projeções ainda podem sofrer novas revisões.
— O primeiro Focus depois da eleição mostra que o mercado abandonou o cenário de ajuste fiscal que vinha precificando. Até a semana passada, o Focus apontava juros menores mesmo com inflação maior porque contava com um ajuste nas contas públicas que reduziria o risco do país. Essa premissa caiu — afirma.
Para ele, o Focus ainda pode estar otimista, e não seria surpresa a Selic terminar 2027 entre 13,75% e 14,5%.
Benedito, por sua vez, ainda espera um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana, para 13,50% ao ano, embora avalie que a probabilidade de manutenção esteja bastante próxima à de uma redução. Em seu cenário, esse seria o último corte antes de uma pausa até o fim do primeiro semestre de 2027, acompanhado de uma sinalização do BC de que os próximos passos dependerão dos dados e de evolução dos riscos.
Para o fim de 2027, o PicPay projeta Selic de 11,50%, com retomada gradual dos cortes a partir do segundo semestre. Essa estimativa, porém, está sob revisão.
A deterioração das expectativas também alcançou 2027. A projeção para a Selic no fim do próximo ano avançou de 11,75% para 12,50%, enquanto a inflação esperada passou de 4,34% para 4,76%. A estimativa para o câmbio subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40, e a de crescimento recuou de 1,31% para 1,20%.
Para Benedito, o aspecto mais relevante é que a piora se estendeu aos horizontes mais longos. Além da revisão para 2027, a inflação projetada para 2028 avançou de 3,75% para 4,00%.
— Esse movimento sugere uma revisão mais ampla da percepção de riscos, especialmente diante das incertezas sobre a condução da política fiscal e seus possíveis efeitos sobre a demanda agregada, o câmbio e a trajetória da inflação. Portanto, além do choque cambial de curto prazo, uma maior percepção de persistência inflacionária contamina agora as expectativas.
BS20261103204345.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/11/03/focus-analistas-veem-risco-fiscal-limitando-cortes-da-selic-apos-mercado-elevar-projecoes-de-inflacao-e-juros.ghtml

AliExpress, Americanas, Magalu, Mercado Livre, Shein e Shopee oferecem um grande período de benefícios para os consumidores online

Índice é recorde no país. No Estado do Rio, taxa caiu no último mês

Em cenário de juros altos, crescimento menor e déficits maiores, endividamento passaria de 100% do PIB em 2033, mostra relatório de riscos fiscais

MP que fixa alíquotas para manter em 2027 a carga hoje cobrada via IPI sobre cigarros, bebidas e carros será publicada na quarta-feira
