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Mobilização de 1.200 trabalhadores em três turnos garantiu limpeza permanente dos circuitos; volume é quase o dobro do registrado em 2025
A Quarta-feira de Cinzas (18) amanheceu com equipes do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU) fazendo o rescaldo nos locais que receberam os blocos de Carnaval na capital. Após dias de intensa circulação de foliões, a autarquia concluiu uma operação que mobilizou 1.200 profissionais em três turnos para garantir a limpeza permanente dos principais pontos da festa. Ao todo, foram recolhidas 29 toneladas de resíduos em todo o Distrito Federal, quase o dobro das 15 toneladas registradas em 2025.
Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana, Everaldo Araújo, a estratégia foi manter equipes posicionadas para agir imediatamente após o encerramento dos blocos. “Nós empregamos mais de 1.200 trabalhadores, em três turnos. Após o término dos blocos, as equipes já entravam de forma rápida e efetiva para entregar, no dia seguinte, todos os locais limpos”, afirmou.
O material coletado será encaminhado às cooperativas, reforçando a renda dos trabalhadores da reciclagem.
Araújo atribui o aumento no volume recolhido à maior presença de público neste Carnaval. “Em 2025 foram 15 toneladas. Em 2026, 29 toneladas. Houve um aumento considerável de foliões”, explicou.
“Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa”Everaldo Araújo, subdiretor de Limpeza Urbana
Ele relaciona o crescimento à ampliação do acesso ao transporte público por meio do programa Vai de Graça e à sensação de segurança gerada pelo planejamento integrado das forças de segurança. “O tempo ajudou, o Vai de Graça também, e a segurança foi fundamental. A população teve tranquilidade para participar dos blocos”, destacou.
Para o gestor, o saldo foi positivo: “Foi um Carnaval bem organizado, com segurança e, principalmente, cidade limpa.”
A gari Hillary Leal participou da operação e também integrou o bloco Vassourinhas, formado por trabalhadores do SLU. “É um momento muito bom, porque a gente vê que o nosso trabalho é notado”, disse.
Hillary trabalhou na limpeza nos dois últimos anos e percebeu mudança no comportamento do público. “Teve aumento de pessoas e de lixo, mas também houve mais conscientização. A gente notou uma separação melhor dos resíduos, o que facilita o nosso trabalho.”
Com 17 anos de atuação na limpeza urbana, Maria das Graças Cardoso reforça o sentimento de dever cumprido. “É gratificante devolver a cidade limpa. A gente faz o máximo que pode.” Ela faz um apelo à população: “Separar o lixo ajuda muito. A gente corre risco com vidro e material perfurocortante. Se a população colaborar, ajuda a gente e ajuda o meio ambiente.”
Maria das Graças também orienta que os moradores observem os dias corretos de coleta. “Quando o lixo é colocado na hora certa, evita rasgos e retrabalho.”
A professora Aritane Carvalho Nascimento destacou a importância da agilidade do SLU. “Foram 29 toneladas de lixo. É muita coisa. Quando o turista chega e encontra a cidade limpa, ele consegue aproveitar a paisagem.”
Para ela, o esforço dos trabalhadores é ainda mais relevante porque ocorre enquanto grande parte da população descansa ou aproveita a festa. “Eles começaram às 4h da manhã. É um trabalho que beneficia todo mundo.”

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