Geração Neymar: seis em cada 10 brasileiros com o nome do jogador nasceram na década em que ele virou ídolo nacional
24 de junho, 2026
| Por: Agência O Globo
Às vésperas da possível estreia de Neymar na Copa de 2026, dados do IBGE mostram que o nome do craque explodiu entre crianças nos anos 2010. Tem até mulher com o nome!
Jogador Neymar em treino da Seleção Brasileira — Foto: CBF/ Divulgação
Logo mais, às 19h (de Brasília), a Seleção Brasileira entra em campo no Hard Rock Stadium, em Miami, para enfrentar a Escócia no terceiro jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O possível primeiro jogo de Neymar no mundial pode marcar mais um capítulo da longa relação entre o craque e os brasileiros. Uma conexão que ultrapassou os gramados e chegou aos cartórios. Dados do Censo 2022 do Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2025, revelam que 2.443 pessoas têm Neymar como primeiro nome no país.
Para entender o tamanho do impacto, basta olhar para os dados. O nome Neymar existia de forma isolada no Brasil antes do jogador explodir na Vila Belmiro. Na década de 1950, eram apenas 23 registrados. Nos anos 1960, período em que o próprio pai do jogador nasceu e recebeu o nome, houve 65 registros.
Entre 1980 e 1989, por exemplo haviam sido registrados 356 nascimentos com o nome Neymar. Já nos anos 90, quando o jogador nasceu, o número caiu para apenas 99. O crescimento veio duas décadas depois, com o sucesso do atacante.
O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo momento em que a maioria desses brasileiros nasceu. 6 em cada 10 brasileiros (60%) com o nome do jogador nasceram na década em que ele virou ídolo nacional. Foram 1.468 pessoas como nome Neymar registradas entre 2010 e 2019, período que coincide com a transferência do jogador para o futebol europeu, sua consolidação na seleção brasileira e a enorme exposição midiática que o transformou em uma das figuras mais conhecidas do país.
O fenômeno Neymar ajuda a explicar uma característica recorrente da cultura brasileira: a transformação de celebridades em inspiração para nomes de bebês. Rivelino teve seu auge nos anos 1970, Romário nos anos 1990, e Neymar, na década de 2010. Entre 2020 e 2022, o Censo contabilizou mais 131 crianças registradas dessa forma. Com isso, a idade mediana desse grupo em 2022 era de apenas 11 anos.
Norte lidera a concentração
Embora São Paulo e Minas Gerais tenham os maiores números absolutos do nome, a distribuição proporcional revela outra geografia. O estado com maior concentração de pessoas chamadas Neymar é Roraima, onde o nome aparece em 0,008% da população. Em seguida surgem Amazonas (0,006%), Acre (0,004%) e Amapá (0,003%).
A predominância da Região Norte também aparece quando o recorte é município. As maiores concentrações proporcionais estão em Alto Alegre (RR), São Paulo de Olivença (AM), Santo Antônio do Içá (AM) e Tabatinga (AM).
São Paulo tem 340 pessoas com o nome Neymar, enquanto o Rio tem 85.
(Quase) todos homens
O levantamento mostra que Neymar permanece um nome fortemente masculino. Dos 2.443 brasileiros registrados dessa forma, 2.393 são homens, o equivalente a 98% do total. Ainda assim, o Censo identificou 50 mulheres chamadas Neymar, cerca de 2% dos registros.
Outras variações
Outra curiosidade revelada pelo IBGE é a existência de versões próximas do nome. Entre os mais parecidos aparecem Neimar (3.094).