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Em nota conjunta, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio alegam que a imposição de medidas de restrição comercial não contribui para a busca de solução

O governo brasileiro lamentou a adoção de novas restrições ao aço brasileiro pela União Europeia com a elevação das tarifas de produtos siderúrgicos que ultrapassam a cota de exportação acordada previamente. Em nota conjunta, os Ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic) afirmaram que a imposição de medidas de restrição comercial não contribui para a solução e pode reduzir ainda mais o acesso ao mercado de produtos siderúrgicos do bloco.
” A imposição de medidas de restrição comercial a países que não são a causa do problema não contribui para a busca de solução efetiva e pode levar a uma escalada de medidas de defesa comercial “, diz a nota, acrescentando que o Brasil é “vítima” do excesso de capacidade global no setor e que segue empenhado no enfrentamento da questão nos foros competentes, como o Fórum Global Sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica.
O texto destaca que ainda não houve acordo entre o Brasil e a UE sobre compensações a serem oferecidas ao país pela elevação das tarifas de produtos siderúrgicos, no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT).
“O sistema de quotas implementado hoje pela União Europeia constitui medida unilateral e não configura instrumento de compensação do ponto de vista do governo brasileiro”, conclui a nota.
BS20260701234646.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/01/governo-brasileiro-lamenta-imposicao-de-taxas-da-uniao-europeia-sobre-o-aco-brasileiro-e-cobra-compensacoes.ghtml

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