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Situação vem após déficit de R$ 17 bilhões em principal plano da previdência privada do Banco do Brasil

O governo se mobiliza para tirar do comando da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), presidida por João Fukunaga, de acordo com integrantes do Executivo.
Fukunaga é sindicalista e foi alçado à presidência da Previ, maior fundo de pensão da América Latina, no início do atual governo. Ele é criticado por participantes do Fundo pela falta de experiência como executivo, tendo feito carreira apenas no Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O dirigente se desgastou após a divulgação do déficit da Previ em 2024, que atingiu R$ 17,5 bilhões no plano de previdência mais antiga da entidade (plano 1). Isso passou a ser explorado por parlamentares da direita e por uma ala de funcionários do BB.
Fukunaga também encontra resistência no entorno de Lula no Planalto. A substituição seria uma forma de tentar reverter o desgaste do governo. A Previ alega que o déficit é conjuntural, resultado dos investimentos em renda variável, sobretudo em ações da Vale.
O resultado negativo da Previ também é alvo de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ontem, a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado aprovou requerimento para que Fukunaga, compareça ao colegiado para dar explicações sobre o déficit registrado pela entidade.
O requerimento foi apresentado pelo senador Sérgio Moro (União-PR), na forma de convite. Segundo o senador, o déficit é preocupante e pode resultar em prejuízo para os participantes. Como foi um convite, Fukunaga não é obrigado a comparecer.
Fukunaga foi procurado, mas não se manifestou.

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