Haddad diz que Flávio Bolsonaro é ‘grave risco institucional’ e não pode conceber derrota de Lula
19 de agosto, 2026
| Por: Agência O Globo
Candidato do PT ao governo de São Paulo, diz é seu “dever cívico” como candidato de oposição esclarecer a opinião pública
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), candidato a governador de São Paulo, afirmou hoje que a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República é um “grave risco institucional” e que ele “não pode conceber” a possibilidade de ele assumir a presidência da República. Ele ainda comparou a disputa ao governo de São Paulo com Tarcísio de Freitas (Republicanos) como uma “luta de Davi contra Golias” e que seu adversário “tem o hábito de memorizar coisas que não correspondem com a realidade”.
A declaração foi dada nesta quarta-feira em sabatina do petista por jornalistas de O GLOBO, CBN e Valor Econômico. A entrevista é conduzida por Vera Magalhães, colunista de O Globo, Marcello Corrêa, editor de Política do Valor, e Guilherme Muniz, apresentador do matinal CBN São Paulo. Nesta quinta-feira (20), será a vez de Tarcísio, no mesmo horário. Os convites foram baseados no desempenho dos candidatos na pesquisa Quaest divulgada em 29 de julho.
Questionado sobre se lançar sua candidatura em São Paulo, onde o PT não é favorito, colocaria a estratégia nacional de Lula em risco, Haddad disse que espera o efeito oposto.
— Eu vim para cá (candidato ao governo de São Paulo ) para não colocar. Eu penso que tem um projeto nacional e o Brasil corre um grave risco institucional na minha opinião — disse, referindo-se à campanha do principal adversário de Lula na eleição. — Eu não sei se todo mundo conhece o Flávio Bolsonaro como eu conheço o Flávio Bolsonaro, mas esse rapaz é um risco para o país. Tanto do ponto de vista econômico, social e internacional. Ele é um problema muito grande e eu não posso conceber a hipótese de ele assumir a presidência da República.
Haddad reconheceu a dificuldade que é o PT ganhar uma eleição estadual em São Paulo.
— Eu estou em um projeto nacional e estou também em um projeto estadual. E o projeto estadual é para levar para a população o conhecimento do que eu estudei. É um dever cívico meu como candidato de oposição esclarecer a opinião pública — disse. — Eu estou totalmente ciente do desafio que é pra mim enfrentar esse bloco que se constituiu de todo centrão e do bolsonarismo em torno do Tarcísio. O desafio está colocado e é diferente do plano nacional, em que vários partidos do centrão não aderiram à candidatura do Flávio, que ficou sozinho e precisou escolher um vice do próprio partido.
Haddad (PT) participa na manhã desta quarta-feira (19) da primeira das sabatinas que os jornais O GLOBO e Valor Econômico e a rádio CBN fazem com os candidatos ao governo de São Paulo. O programa de 1h30 de duração aborda os principais assuntos da eleição paulista, liderada pelo petista e o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Sabatina
A entrevista desta manhã é conduzida por Vera Magalhães, colunista de O Globo, Marcello Corrêa, editor de Política do Valor, e Guilherme Muniz, apresentador do matinal CBN São Paulo.
Desde o início da campanha, em sabatinas e debates, o discurso de Haddad tem mirado a privatização da Sabesp e a concessão de linhas de trem, entre outros temas. O petista aborda a segurança pública a partir da alta nos casos de feminicídio, tenta pintar o rival como alguém que não dialoga com os prefeitos e não dá o crédito devido ao governo federal e questiona o modelo de educação digitalizado e a relação com os servidores públicos.
Na quinta-feira (20), o sabatinado por O GLOBO, CBN e Valor será o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciando também às 10h30. Os convites foram baseados no desempenho dos candidatos na pesquisa Quaest divulgada em 29 de julho.