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Decreto do governo formaliza escolha do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) para apoiar rede de unidades de terapia intensiva e Instituto Tecnológico de Emergência

O governo federal qualificou o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI), o primeiro hospital inteligente do SUS, como organização social para atuar no desenvolvimento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, iniciativa que prevê a incorporação de tecnologias digitais ao Sistema Único de Saúde. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.137, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de outubro e publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (13).
De acordo com o texto, o instituto foi declarado vencedor do Chamamento Público nº 14/2026, conduzido pelo Ministério da Saúde. A organização deverá apoiar a gestão da rede de unidades de terapia intensiva (UTIs) inteligentes e do Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), voltado à assistência de urgência e emergência.
A execução das atividades, no entanto, depende da assinatura de um contrato de gestão entre o instituto e o Ministério da Saúde, que será responsável por supervisionar o acordo. O decreto não estabelece o valor do contrato, o número de unidades que serão atendidas nem um cronograma para a implementação dos serviços.
A iniciativa integra uma estratégia de modernização da assistência hospitalar do SUS que inclui o uso de inteligência artificial, conectividade e monitoramento de pacientes em tempo real.
Em setembro, o Ministério da Saúde apresentou uma central de comando instalada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), destinada a acompanhar os sinais vitais de pacientes internados em UTIs inteligentes de seis hospitais brasileiros. A proposta é permitir o acompanhamento contínuo dos parâmetros clínicos e contribuir para a identificação mais rápida de alterações no estado de saúde dos pacientes.
Segundo o ministério, a expansão do projeto prevê a incorporação de outros recursos tecnológicos, como respiradores pulmonares e camas inteligentes. A estratégia também busca integrar informações e ampliar o intercâmbio de dados entre as unidades participantes.
A rede de UTIs inteligentes faz parte de uma iniciativa mais ampla que prevê a implantação do primeiro hospital inteligente do país no âmbito do SUS. O projeto tem financiamento aprovado de US$ 320 milhões pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira dos países do Brics, e está sob responsabilidade do Ministério da Saúde.
Conforme informações divulgadas pelo ministério em agosto, o hospital foi concebido para atender casos de urgência e emergência, com integração de inteligência artificial, conectividade 5G e sistemas digitais aos processos assistenciais. O planejamento prevê 800 leitos, sendo 250 destinados à emergência, 350 à terapia intensiva e 200 à enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas.
BS20261013140030.1 – https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/10/13/hospital-inteligente-e-qualificado-como-os-pelo-ministerio-da-saude-entenda.ghtml

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