
Celina Leão inaugura primeira creche do Riacho Fundo
Com investimento superior a R$ 7,2 milhões, o Cepi Uruçu oferece infraestrutura completa para a educação infantil na região; capacidade é atender até 188 crianças
Representante da Secretaria da Mulher apresentou dados que mostram que a “mulher sofre violência por 8 anos até conseguir despertar e procurar ajuda” Foto: Rinaldo Morelli/CLDF A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na sexta-feira (17), audiência pública para debater soluções ao problema da violência contra a mulher no ambiente doméstico. A iniciativa partiu da […]
Representante da Secretaria da Mulher apresentou dados que mostram que a “mulher sofre violência por 8 anos até conseguir despertar e procurar ajuda”

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na sexta-feira (17), audiência pública para debater soluções ao problema da violência contra a mulher no ambiente doméstico. A iniciativa partiu da deputada Dayse Amarílio (PSB), que destacou a importância de se cobrar a aplicação da legislação em defesa das mulheres. “Temos leis muito boas, mas o desafio é fazer com que elas sejam cumpridas”, observou. A distrital conduziu a audiência e defendeu a necessidade de se consolidar a rede de apoio às mulheres que sofrem violência.
Representando a Secretaria da Mulher do DF, a secretária executiva Jackeline Aguiar apresentou dados que mostram a demora na busca de ajuda por mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar e criticou a forma como o atendimento a essas mulheres é muitas vezes prestado. “Estudos dizem que a mulher sofre violência por 8 anos até conseguir despertar e procurar ajuda. Muitas vezes, o agente que a atende pergunta se ela tem certeza que quer seguir com a ocorrência, diz que o marido vai ser preso, que o filho vai ficar sem pai. Isso é ser agredida duplamente”, reclamou. Nesse sentido, a secretária executiva ressaltou que um dos desafios de sua pasta é justamente capacitar os servidores que atendem às vítimas.

Esse desafio torna-se ainda mais complicado porque as consequências psicológicas dos abusos sofridos pelas mulheres também atingem os servidores que prestam atendimento, de acordo com Jackeline Aguiar. “Temos 12 equipamentos públicos vinculados à Secretaria da Mulher, e o número de servidores adoecidos é gigantesco. É muito duro trabalhar vivenciando as dores das mulheres. Estamos em uma luta constante na secretaria para capacitar os servidores e dar boas condições de trabalho”, garantiu.
Para a doutora em saúde pública Kátia Souto, o combate à violência contra a mulher deve começar na escola. “Precisamos retomar o debate sobre educação sexual nas escolas. É uma forma de os educadores reconhecerem minimamente os sinais que uma criança pode dar a respeito de uma possível situação de violência”, defendeu. Kátia Souto também lembrou que as iniciativas para acabar com a violência contra as mulheres também devem envolver os homens. “Quando conseguirmos aglutinar mais homens que entendam como a masculinidade tóxica os prejudica, estaremos avançando”, disse.

Sílvia Badim, coordenadora do Núcleo de Estudos de Diversidade Sexual e de Gênero da Universidade de Brasília (UnB), explicou que a violência doméstica contra a mulher não é pontual, mas parte de um ciclo de violências. “O ciclo da violência doméstica consiste na violência patrimonial, violência física, violência moral, violência psicológica e violência sexual. A mulher vai entrando num ciclo de violência que é difícil de ser rompido. Às vezes começa numa violência moral e psicológica, que já reverbera na saúde mental da mulher, e depois pode reverberar para violência física ou sexual”, afirmou.
A professora também observou que o Sistema Único de Saúde está atualmente melhor preparado do que a rede privada para atender casos de violência contra a mulher.
Eder Wen – Agência CLDF

Com investimento superior a R$ 7,2 milhões, o Cepi Uruçu oferece infraestrutura completa para a educação infantil na região; capacidade é atender até 188 crianças

Unidade amplia rede do Serviço de Limpeza Urbana e oferece descarte gratuito de resíduos à população

Durante entrega do Cepi Tamanduá Mirim, Celina Leão autorizou a construção de mais uma creche na Quadra 104 da cidade; investimento total nas duas unidades é de R$ 12,8 milhões

Unidade na Quadra 109 abre 188 vagas em tempo integral e reforça o atendimento à primeira infância; Celina Leão participou da inauguração nesta terça-feira (1º/4)
