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Com mais de 9,5 milhões de contribuintes contemplados, lote é o maior da história. Valor pago será de R$ 16 bilhões, igual ao montante depositado em 29 de maio

A Receita Federal vai pagar, nesta terça-feira (dia 30), o segundo lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2026 (ano-base 2025). Serão, ao todo, R$ 16 bilhões em crédito depositados para 9.585.797 contribuintes, o maior lote da história em quantidade de contibuintes contemplados.
De acordo com a Receita, além de ser o maior em número de contemplados, o segundo lote iguala-se também em valor ao primeiro — considerado o maior montante já pago. Somados esses dois lotes, o órgão estima que esses pagamentos deverão alcançar cerca de 80% do total estimado de restituições do ano, beneficiando 18,3 milhões de contribuintes, com pagamentos que totalizam R$ 32 bilhões.
Segundo o órgão, do valor total a ser restituído no segundo lote, cerca de R$ 4,49 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal. São elas:
155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;
1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;
106.294 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave;
507.768 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Além disso, 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam por terem utilizado que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento via Pix, informou a Receita.
Para verificar se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar minha restituição”.
Para consultar a restituição pelo site da Receita Federal, o contribuinte precisa ter um login Gov.br (site do governo federal), que pode ser feito utilizando o CPF ou os dados bancários.
Após fazer o login Gov.br, o contribuinte deverá acessar o menu Declarações e Demonstrativos e, depois, clicar em Meu Imposto de Renda. Por fim, selecionar “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
A restituição é depositada na conta bancária informada na declaração enviada pelo contribuinte. Caso o cidadão não resgate o valor no prazo de um ano, será preciso solicitá-lo pelo Centro de Atendimento Virtual ao Contribuinte (Portal e-CAC), disponível no site da Receita Federal.
As restituições serão pagas em quatro lotes:
1º lote: 29 de maio de 2026
2º lote: 30 de junho de 2026
3º lote: 31 de julho de 2026
4º lote: 28 de agosto de 2026
A Receita Federal depositará o lote especial de restituições automáticas do Imposto de Renda no dia 15 de julho. O deposito do chamado cashback tem previsão de alcançar cerca de quatro milhões de trabalhadores que tiveram o imposto retido na ponto em 2024, mas não enviaram a declaração em 2025 por não estavam entre os contribuintes obrigados. A consulta a este lote será liberada no dia 8 do mês.
A estimativa da Receita é de que o lote especial pague um total de R$ 500 milhões em restituições. O maior valor previsto é de R$ 1 mil, enquanto a restituição média deve ficar em R$ 125. Mas só será contemplado quem tiver uma chave Pix cadastrada em seu CPF.
O modelo prevê que a própria Receita elabore uma declaração automática, utilizando informações disponíveis em seus sistemas. Segundo o órgão, a declaração automática começará a ser gerada a partir do dia 1º de julho — e pode levar alguns dias.
Assim como em qualquer declaração do IRPF, o contribuinte poderá acessá-la pelo Meu Imposto de Renda, disponível na página ou no aplicativo da Receita Federal.
Caso o contribuinte queira, será possível cancelar ou retificar a declaração automática gerada pela Receita, inclusive para incluir deduções legais.
Contribuinte não ter sido obrigado a declarar em 2025
Não ter entregue a declaração do IRPF 2025
Ter direito a restituição de até R$ 1 mil
Ter CPF regular e baixo risco fiscal
Ter chave Pix vinculada ao CPF
De acordo com a Receita Federal, o baixo risco fiscal significa que as informações disponíveis nas bases do Fisco não indicam inconsistências que poderiam levar a declaração para a chamada malha fina. A ideia é evitar que o órgão gere automaticamente uma declaração que, posteriormente, apresentaria problemas.
BS20260629131611.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/06/imposto-de-renda-2026-receita-federal-paga-segundo-lote-de-restituicao-nesta-terca-feira.ghtml

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