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Silvia Waiãpi (PL-AP) é uma dos sete parlamentares que devem ter a eleição anulada após a Corte considerar inconstitucional a regra das ‘sobras eleitorais’ de 2021

A deputada bolsonarista Silvia Waiãpi (PL-AP) afirmou ser alvo de preconceito após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que acarretará na perda de seu mandato. Na última quinta-feira, a Corte considerou inconstitucional a mudança feita em 2021 nas regras das “sobras eleitorais”, o que anula a eleição de sete parlamentares, entre eles Waiãpi.
Autodeclarada “índigena bolsonarista”, Waiãpi foi militar das Forças Armadas, quando conheceu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas eleições, ela recebeu apoio aberto de familiares do ex-mandatário como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e foi eleita com 5.435 votos.
Em nota, a deputada afirmou que a mudança no entendimento, com os mandatos em exercício, pode gerar precedentes “perigosos” e colocou sua etnia como possível motivação. “A decisão retira uma mulher do Norte, filha do Amapá, representante da Amazônia e indígena, que desde o início do mandato tem sofrido ataques e perseguições políticas. A discriminação contra parlamentares da nossa região não pode ser normalizada”, disse.
Waiãpi indicou ainda perseguição por ser uma “mulher indígena de direita”. Neste domingo, a parlamentar esteve no Rio, quando acompanhou o ato de Bolsonaro.
Além da deputada, também devem perder seus mandatos Augusto Pupio (MDB-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO), Lebrão (União Brasil-RO), Professora Goreth (PDT-AP) e Sonize Barbosa (PL-AP). O cálculo é da Academia Brasileira de Direito Eleitoral, a Abradep.

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