
Âmbar anuncia R$ 5,5 bilhões para modernizar rede elétrica do Amazonas
Segundo comunicado da empresa, desse total, R$ 3,9 bilhões serão financiados com capital próprio. O restante virá de repasses do governo federal
É a primeira deflação desde agosto de 2025. Tarifa de energia caiu 7,63%, por causa de crédito temporário referente à Usina Hidrelétrica de Itaipu, e alimentos tiveram queda de 0,34% no mês

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, recuou 0,32% em agosto, informou nesta sexta-feira o IBGE. Em julho, o IPCA registrou ligeira alta, de 0,07%.
Foi a primeira deflação mensal desde agosto do ano passado, quando o IPCA já tinha recuado 0,11%. E foi a menor variação, para todos os meses, desde agosto de 2022, quando caiu 0,36%.
O resultado de agosto foi puxado pela tarifa de energia elétrica residencial, com queda de 7,63%, e pelo grupo Alimentação e bebidas, que recuou 0,34%, mas não deverá mudar o cenário desafiador para o Banco Central (BC).
Desde março, a autoridade monetária leva adiante um ciclo de baixa na política de juros, com cortes cautelosos na taxa básica Selic, hoje em 14% ao ano. Uma nova decisão será tomada na próxima quarta-feira, ao término de mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
André Valério, economista do Banco Inter, viu um “impacto pontual” da conta de luz, que “distorceu o resultado de agosto e distorcerá o resultado de setembro” do IPCA.
Por isso, escreveu o economista em comentário divulgado nesta sexta-feira, “o aspecto qualitativo do IPCA se torna mais importante”, e os dados mostram “uma inflação controlada”, o que permitirá a continuidade do ciclo gradual de redução da Selic.
No acumulado em 12 meses, o índice subiu 4,22%, mantendo-se abaixo do teto da meta contínua perseguida pelo BC, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,11%.
Habitação (-1,87%)
Transportes (-0,86%)
Alimentação e bebidas (-0,34%)
Comunicação (-0,09%)
Na contramão, tiveram aumento os seguintes grupos:
Despesas pessoais (1,30%)
Artigos de residência (0,64%)
Educação (0,47%)
Saúde e cuidados pessoais (0,23%)
Vestuário (0,12%)
Energia elétrica residencial, -7,63%, com impacto de-0,33 ponto percentual (p.p.)
Passagem aérea, -13,17%, com impacto de -0,11 p.p.
Batata-inglesa, -19,89%, com impacto de -0,05 p.p.
Tomate, -10,94%, com impacto de -0,03 p.p.
Gasolina, -0,59%, com impacto de -0,03 p.p.
Cigarro, 19,59%, com impacto de 0,11 p.p.
Conserto de automóvel, 1,35%, com 0,02 p.p.
Carnes, 0,61%, com impacto de 0,02 p.p.
Empregado doméstico, 0,56%, com impacto de 0,02 p.p.
Cursos regulares, 0,52%, com impacto de 0,02 p.p.
Já era esperado que o indicador agregado mostrasse preços comportados no mês passado, com os custos da energia elétrica como destaque de baixa, mas o resultado veio abaixo das expectativas de mercado, que apontavam para uma queda de 0,28%, segundo pesquisa do jornal Valor.
O recuo de 7,63% na energia elétrica residencial, sozinho, teve impacto negativo de 0,33 ponto percentual na variação agregada do IPCA.
Com isso, o recuo de 1,87% no grupo de preços da Habitação foi o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, segundo o IBGE.
Isso porque, no início de julho, a Aneel, agência reguladora do setor elétrico, aprovou a distribuição de R$ 872 milhões referentes ao Bônus de Itaipu de 2025 — o bônus é um valor distribuído aos consumidores de eletricidade quando há saldo positivo na conta de comercialização da usina hidrelétrica controlada por Brasil e Paraguai.
Na prática, a distribuição do bônus se dá na forma de um crédito na conta de luz. Fazem jus aos descontos os consumidores que tiveram pelo menos um mês com consumo abaixo de 350 quilowatts-hora (kWh) em 2025.
Do ponto de vista da inflação, o crédito tem efeito temporário. O IPCA deste mês registrará encarecimento da conta de luz, já que as tarifas voltarão ao valor normal.
Apesar do alivio, o resultado de agosto pode ser pouco para mudar as perspectivas para o cenário de inflação.
O ritmo dos reajustes nos serviços e aumentos de alimentos cuja oferta possa ser prejudicada por eventos climáticos decorrente do El Niño — o fenômeno marcado pelo aquecimento das águas do Pacífico — são os principais riscos citados por especialistas.
E tem os combustíveis. Mesmo com o novo pacote de subsídios anunciado quarta-feira pelo governo, a depender da duração da atual escalada das cotações do petróleo, novas pressões por reajustes poderão surgir.
No entanto, em agosto, antes da disparada nas cotações do petróleo, os combustíveis registraram preços comportados. Houve recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). Só o gás veicular subiu 2,62%.
“Para os próximos meses devemos ver nova rodada de volatilidade nos preços, principalmente oriundas das commodities agrícolas e energéticas, devido ao El Niño e à incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio, que fez o preço do Brent alcançar US$107”, escreveu Valério, do Banco Inter.
Para o economista, “a trajetória da atividade econômica, que começa a dar sinais mais relevantes de impactar o mercado de trabalho e a renda, deverá, a nosso ver, permitir que o Copom prossiga com o ciclo de ajustes na Selic”.
BS20260911120039.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/11/ipca-fica-em-032percent-em-agosto-apos-ligeira-alta-de-007percent-em-julho-diz-ibge.ghtml

Segundo comunicado da empresa, desse total, R$ 3,9 bilhões serão financiados com capital próprio. O restante virá de repasses do governo federal

Empresa já havia tomado financiamento de R$ 12 bilhões, no ano passado

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