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Aplicativo norte-americano, que ajudou o prefeito de Nova York a conhecer a esposa, aposta em usuários que buscam namoros mais profundos e duradouros
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O Hinge quer ser o lugar para quem quer “namorar sério”. Sem muito alarde, o aplicativo chegou ao Brasil em novembro com a proposta de ser um facilitador para relacionamentos duradouros e profundos, uma visão bem diferente do Tinder, que se notabilizou pela superficialidade e velocidade da paquera.
Ambos pertencem ao Match Group, um dos principais conglomerados do mundo na área dos serviços digitais de namoro.
— A geração Z tem desejo de intencionalidade, além do superficial, de aprender mais sobre alguém. A experiência do produto é adequada para esse tipo de envolvimento e isso coloca um pouco de obstáculos nos primeiros dias de uso do aplicativo, para que você possa ser mais intencional com quem está interagindo — explica ao GLOBO Jackie Jantos, CEO do app, em passagem recente pelo país.
Os obstáculos ficam mais evidentes para quem se acostumou a escolher parceiros na velocidade de quem rola um feed de rede social. O usuário precisa preencher um perfil mais completo, que exige fotos e respostas para perguntas “quebra-gelo”. Esses dados, mais o comportamento na plataforma, ajudam os sistemas de inteligência artificial (IA) da companhia a calibrar melhores resultados — a ideia é ter menor volume e mais qualidade de “matches”.
Nos EUA, o Hinge ficou conhecido por ser a plataforma onde o atual prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, conheceu sua esposa, a artista Rama Duwaji. Eles começaram o relacionamento em 2021 e se casaram no ano passado. É uma história que parece incomum até aos olhos do Match Group.
Em março de 2025, Spencer Rascoff, CEO do Match Group, demonstrou preocupação com a qualidade dos relacionamentos proporcionados por seus apps. Na ocasião, ele admitiu que os apps da empresa estavam deixando a desejar e não pareciam ser lugares “para construir conexões reais”.
De fato, os apps do Match Group, especialmente o Tinder, ganharam uma reputação ruim nos últimos anos sobre a qualidade dos encontros — em fóruns na internet é comum encontrar lamentos em relação ao serviço. Nos últimos anos, isso resultou em um recuo da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) em relação a serviços do tipo. Em 2024, por exemplo, 1,4 milhão de pessoas abandonaram apps de namoro, segundo uma pesquisa da agência governamental Ofcom.
O desejo do Hinge é reconquistar a confiança da geração Z, que ainda lida com questões como insegurança, medo de rejeição e uma certa vergonha pelas conexões digitais popularizadas pela geração millenial (nascidos entre 1981 e 1996). Uma pesquisa do próprio Hinge no país mostrou que os millenials estão em maioria na plataforma em comparação com a geração Z: 44% contra 34%.
— O maior desafio é o fato de que essa geração passa muito pouco tempo pessoalmente uns com os outros e parte do conforto que vem de conversar com outra pessoa requer um pouco mais de esforço. Incentivar esse esforço é realmente importante. Mesmo que não estejam encontrando, ainda existe um desejo profundo de ter um parceiro íntimo — diz Jantos.
Para conquistar a confiança, os usuários podem rejeitar ou demonstrar interesses apenas em partes dos interesses dos candidatos, evitando exclusão da pessoa por completo. Também há um recurso que permite ao usuário revelar informações importantes antes do primeiro contato, de maneira privada, como identidade de gênero. Isso serve como um filtro de compatibilidade antes que a conexão seja formalizada
No Brasil, o Hinge acredita que tem um mercado com 4 milhões de solteiros e espera atingir, ao menos, 1 milhão deles — em todo o mundo, o app tem 15 milhões de usuários. A principal fonte de receita da plataforma são os serviços premium, que desbloqueiam recursos avançados, como dar curtidas ilimitadas em perfis. Jantos explica que anúncios não compõem a receita por considerar que isso poderia gerar obstáculos na busca pelo par perfeito.
“Os anúncios retiram as pessoas da plataforma e não queremos isso”, afirma a executiva que comandou o marketing do Spotify, ajudando a trazer o serviço de streaming ao país.
Atualmente, a corrida do Hinge não é apenas contra a desilusão da geração Z com os apps de namoro, mas as relações íntimas que esses jovens vêm desenvolvendo com sistemas de inteligência artificial (IA). Os serviços de “AI companions” ganharam popularidade entre grupos mais jovens. Em setembro do ano passado, a OpenAI revelou que 11% dos usuários do ChatGPT usavam o serviço para expressar opiniões ou sentimentos, que não exigem uma resposta como ação — é uma categoria que indica uma relação de companheirismo com a IA.
Mas, segundo ela, há bastante espaço para os namoros tradicionais:
— Tenho muita empatia pela forma como as pessoas estão usando a IA, porque somos indivíduos e nossas necessidades são diferentes, além de variarem de acordo com o momento. O que conseguimos focar incrivelmente é, em última análise, a experiência pessoal, porque acreditamos que há muita alegria em estar presente pessoalmente — diz ela.
BS20260129145254.1 – https://extra.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/01/irmao-do-tinder-aplicativo-hinge-quer-conquistar-o-brasil.ghtml

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