
Justiça Eleitoral encerra prazo para regularização do título nesta quarta
Atendimento pode ser feito nos cartórios eleitorais ou no site do TSE

Base do governo aposta que texto passará na íntegra, enquanto centrão pressiona por alterações

O projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês deve ser votado no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (dia 1º), sete meses após ser enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional. O texto, relatado pelo ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL), foi colocado como único item da pauta, numa tentativa de blindar a votação e assegurar uma das principais vitórias legislativas da gestão Lula em 2025.
O projeto chega ao plenário com um ponto pacificado — a isenção até R$ 5 mil —, mas com impasse sobre como compensar a perda de arrecadação. Estimativas preliminares apontam impacto de cerca de R$ 30 bilhões anuais com a isenção.
Na terça-feira, Lira reafirmou que “em tese, nosso relatório está mantido”, mas admitiu que a equação das compensações ainda precisa ser fechada. Em encontro com a Frente Parlamentar da Agropecuária, foi direto:
— Ninguém está aqui para dourar a pílula, não. A compensação vai onerar.
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu em almoço reservado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Lula pediu empenho para aprovar o texto sem sobressaltos, enquanto Hugo reafirmou que o tema terá prioridade absoluta na Casa e Alcolumbre se comprometeu a dar celeridade no Senado.
O governo tem pressa, uma vez que a medida precisa ser aprovada até dezembro para poder já valer em 2026, ano eleitoral, quando Lula quer usar a isenção de impostos como bandeira eleitoral. Segundo o Planalto, a estimativa é de que dez milhões de brasileiros sejam beneficiados.
Isenção até R$ 5 mil
Trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais ficam totalmente isentos de IR.
Faixa de transição até R$ 7.350
Entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá desconto progressivo. Quem ganha R$ 6 mil, por exemplo, pagará menos imposto do que hoje, mas não ficará isento. O aumento do limite em relação ao texto original do governo (R$ 7 mil) foi uma concessão de Lira.
Alíquota mínima de 10% para altas rendas
Pessoas físicas com renda anual superior a R$ 1,2 milhão ficam sujeitas a uma alíquota mínima de 10%, como uma forma de compensação. Lira afirma que caberá ao plenário decidir.
Tributação de lucros e dividendos enviados ao exterior
Lucros e dividendos remetidos acima de R$ 50 mil mensais passam a ser tributados em 10% de IR na fonte. A regra atinge grandes empresas com sócios fora do país. Dividendos pagos até dezembro de 2025 ficam de fora, como transição.
Mecanismo redutor para evitar bitributação
O relatório cria um redutor: se a soma entre IRPF, IRPJ e CSLL ultrapassar a carga que seria devida, haverá abatimento.
Compensação a estados e municípios
A União terá de repassar automaticamente recursos para estados e municípios que perderem arrecadação, via FPE e FPM. A medida foi exigência de governadores e prefeitos para apoiar o projeto.
Uso de superávit para reduzir a CBS
Se a arrecadação com dividendos e altas rendas superar a necessidade de compensar estados e municípios, o excedente servirá para reduzir a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
O impasse das compensações
O principal entrave está em como bancar a renúncia fiscal da isenção de IR. Uma emenda do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), assinada por 35 parlamentares, amplia a faixa de isenção parcial até R$ 7.590. Para custear, cria um adicional de 5% na CSLL sobre bancos e instituições financeiras com lucro acima de R$ 1 bilhão anuais. A proposta encontrou respaldo na Casa, mas deve enfrentar reação do setor financeiro.
Outras sugestões ventilam aumentar a taxação sobre apostas online ou sobre empresas de tecnologia, mas o Planalto teme abrir muitas frentes. Lira já avisou que será preciso “amarrar muito bem” qualquer decisão para evitar riscos futuros:
— Temos que amarrar muito bem isso para não tomarmos um cascudo lá na frente — disse Lira, nesta terça-feira, sobre a reação popular.
Expectativa para o plenário
A estratégia é aprovar o texto ainda nesta quarta-feira para poder enviá-lo ao Senado, onde Alcolumbre sinalizou apoio. Nos bastidores, líderes não descartam votação arrastada caso destaques sobre compensações avancem. Uma alternativa considerada nos bastidores é fatiar a votação: aprovar a faixa de isenção, de consenso, e deixar as fontes de custeio para decisão separada.
A hipótese não é bem vista pelo entorno de Motta, que avalia que já houve demora. Inicialmente, o governo havia pedido que a votação fosse conduzida até setembro. O arrastamento fez com que Renan Calheiros proposse projeto irmão no Senado e há certo temor entre os líderes que a Casa perca o protagonismo.
BS20251001102359.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2025/10/isencao-de-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil-por-mes-compensacoes-continuam-em-disputa.ghtml

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