
Trump Media e Rumble pedem à Justiça da Flórida para que Moraes seja julgado à revelia
Na terça-feira, a AGU anunciou ter solicitado para entrar no processo com o objetivo de defender interesses do Brasil

Em nota, líder do governo no Senado afirma que montante foi recebido de forma legal para missões oficiais, mas que acabou não sendo gasto

O senador Jaques Wagner (PT-BA), que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, afirmou em nota à imprensa que o dinheiro encontrado em endereços ligados a ele tem origem em montantes recebidos de forma legal pelo senador para viagens oficiais, mas que acabaram não sendo utilizados. Segundo ele, o dinheiro também foi declarado.
“Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”, afirmou.
Ao todo, a PF preendeu um montante de US$ 49 mil (o equivalente a R$ 253 mil na cotação atual) em espécie em um quarto do hotel Brasília Palace, onde o senador Jaques Wagner costuma ficar quando está em Brasília. Além disso, também foram apreendidos 33,5 mil euros e US$ 6,175 mil em seu endereço em Salvador, na Bahia.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no âmbito da nona fase da Operação Compliance Zero. O líder do governo Lula no Senado é um dos principais alvos da ação de hoje, que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Segundo a decisão de Mendonça que autorizou a operação, Wagner foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master em troca da sua atuação no Congresso Nacional em prol da instituição financeira. Entre esses benefícios identificadas pela PF, estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.
Ainda por meio de nota, o senador petista esclareceu que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados”. “O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas”.
Por fim, na nota enviada, o senador voltou a negar qualquer atuação em prol do Banco Master. “O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”.
As declarações vão de encontro com o que aliados petistas vêm falando ao longo do dia, defendendo que o senador tenha a presunção de inocência e dizendo terem certeza de que Jaques explicará tudo o que há de suspeitas contra ele.
Depois da operação, contudo, parlamentares aliados e ministros do governo Lula passaram a defender que Jaques deixasse seu posto de líder do governo, o que o senador negou mais tarde.
– Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça que eu me retire. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema – disse em entrevista à BandNews.
BS20260618204642.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/06/18/dinheiro-apreendido-pela-pf-em-endereco-de-jaques-wagner-vem-de-diarias-e-foi-declarado-diz-senador.ghtml

Na terça-feira, a AGU anunciou ter solicitado para entrar no processo com o objetivo de defender interesses do Brasil

Gonet afirma ao STF que não vê ilegalidades evidentes na tramitação da norma e sustenta que Congresso tem liberdade para alterar regras penais e de execução

O veículo espanhol El País afirmou que o Caso Master lembra a Operação Lava-Jato

Arma registrada em nome do ex-presidente foi apreendida com sargento do GSI durante blitz do bafômetro no início da semana
