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Ator está em cartaz com a peça “Eddy: violência e metamorfose”, no Teatro Poeira, em Botafogo, no Rio
O tom ruivo dos fios, João Côrtes platinou. O aspecto franzino daquele garoto que ganhou projeção no país 11 anos atrás em um comercial de telefonia também está encorpado. As mudanças não vieram apenas para distanciar de algo marcante na vida do ator, de 30 anos — até porque ele sente muito orgulho daquela oportunidade. Mas não deixa de surpreender o público que o reconhece quando o vê se desnudar, literalmente, na peça “Eddy, violência e metamorfose”, em cartaz no Teatro Poeira, em Botafogo.
— Ficar nu não foi uma questão, ainda mais quando é tratada de maneira cuidadosa, com um olhar artístico e sem ser gratuita. Inevitavelmente, mexe com a vaidade. Mas tem uma mensagem ali e fui ficando à vontade. É engraçado ver a reação de algumas pessoas que logo se conectam com aquela figura que eu tinha dez anos atrás. Dá para ver um choque (risos). Mas eu gosto desse processo de se metamorfosear em cada personagem, não se reconhecer tanto de um para outro. E tenho orgulho de ter feito aquela campanha e ainda fazer parte do imaginário das pessoas — diz João, que protagoniza sequências muito bem coreografadas com Igor Fortunato, ator recém-saído de “Mar do sertão”.
A nudez também pode ser metafórica. O paulistano mistura vivências pessoais em alguma proporção para compor este personagem gay, alvo de homofobia, que busca encontrar o seu lugar no mundo, e que também cantava escondido hits da música pop.
— É sempre uma linha tênue do que a gente empresta para um papel e vejo vários pontos de conexão com a história do Eddy. Escolher ser quem você é, é um ato de coragem todos os dias. Já sofri homofobia, não na mesma agressão da peça, mas a violência sempre está presente, de alguma forma. Fui uma criança lúdica, que se fantasiava e performava para a família… — relembra ele, que diferentemente do espetáculo em que canta “Born this way”, de Lady Gaga, a vida real tinha outros hits: — Cantava todas do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e amava muito as músicas da Disney (risos).
Mas o cerne da peça está em uma confissão que o protagonista decide fazer, após sofrer um estupro de outro homem na noite de Natal.
— Isso nunca vivi. Mas quando a gente tenta se relacionar, entra nessa vida de experimentações, inevitavelmente, você enxerga situações desagradáveis — avalia o ator, que está solteiro.
A partir dali, discute-se machismo, racismo e as relações familiares, principalmente com a irmã (interpretada por Julia Lund), também ficam evidentes em cena.
— Tenho o privilégio de ter nascido numa família liberal, em que minha sexualidade nunca foi uma questão. Acho que vivi muito mais com um monstro que eu mesmo carreguei para mim, com receio do que os outros achariam, mas sempre fui muito acolhido — diz o primogênito, de três irmãos.
O apoio dentro de casa fortaleceu o ator, que fez um texto público há cinco anos, para se dizer gay.
— Pensei muito, porque foi uma forma de trazer representatividade e dar acolhimento para que outras pessoas como eu não se sentissem sozinhas. É um pouco nossa função como artista.
O movimento não o fez perder contratos publicitários. Da mesma forma, ele não se viu nichado a interpretar apenas outros homens gays.
— Pelo contrário, acho que abriram outras possibilidades. A peça está me abrindo portas, pessoas estão olhando para mim de outra forma também. Ainda não há nada de concreto, mas estou bem satisfeito com a repercussão — despista João, que foi visto recentemente fazendo um teste nos Estúdios Globo.
BS20250829070414.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2025/08/joao-cortes-fala-de-nudez-em-peca-e-choque-de-quem-ainda-o-reconhece-por-primeiro-comercial-no-imaginario-das-pessoas.ghtml
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