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No lançamento do longa no Festival do Rio, na última terça-feira, o ator contou que buscou auxílio do amigo de longa data, que concorreu à estatueta em 2026 com ‘O Agente Secreto’

“Pedi telefone de gente para nos ajudar nas festas em Los Angeles”, revelou Lázaro Ramos sobre ter buscado auxílio de Wagner Moura para projetar internacionalmente ‘Feito Pipa’, a aposta nacional para concorrer ao Oscar 2027. A obra, que tem Lázaro como destaque, estreou no Festival do Rio na última terça-feira, no Centro Cultural FGV, em Botafogo, na Zona Sul carioca. Durante a première, o ator contou que recorreu ao amigo indicado a “melhor ator” na última edição do prêmio para pedir apoio e dicas acerca da disputa pela estatueta.
— Conversei, já pedi ajuda, já pedi telefone de gente para nos ajudar nas cerimônias lá em Los Angeles, e ele está ajudando super. Isso é muito legal — entregou Lázaro.
Compadre e amigo de longa data de Lázaro Ramos, Wagner levou, no início deste ano, o Globo de Ouro de “melhor ator” por sua atuação em “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. O artista concorreu à mesma categoria no Oscar, premiação que também indicou o longa protagonizado por ele a “melhor filme internacional”. A obra e o ator não chegaram a vencer, mas ambos foram alavancados pela presença nos tapetes vermelhos americanos.
Um ano antes, em 2025, as noites de gala do cinema mundial também conheceram “Ainda Estou Aqui”, obra de 2024 dirigida por Walter Salles, que foi o primeiro longa brasileiro a vencer um Oscar. O “melhor filme internacional” daquele ano também concorreu a outras duas categorias da Academia e teve a sua protagonista, Fernanda Torres, premiada com um Globo de Ouro. Por ser um dos protagonistas do levante internacional do cinema brasileiro, Salles também foi procurado por Lázaro.
— A galera que veio antes, o Walter Salles e o Wagner, foram super acolhedores, dando conselhos, falando das coisas. Isso é muito importante porque, dessa forma, vamos fortalecendo a nossa indústria. É um desafio abrirem esse espaço para o mesmo país por três anos seguidos. A gente sabe que a indústria americana tem um foco de “botar a cereja no bolo deles”. Não sei se iremos, mas acho que merecemos. E eu acho bonito algumas pessoas da comunidade brasileira de cinema estarem dando esse apoio. A gente aceita qualquer apoio que vier de todo mundo que já esteve lá — disse o marido de Taís Araújo.
Dirigido por Allan Deberton, “Feito Pipa” conta a história de Gugu (Yuri Gomes), um menino queer de 12 anos apaixonado por futebol e pela arte. Ele é criado por sua avó, Dilma (Teca Pereira), em um lar livre, afetuoso e seguro, que sempre deu asas à sua criatividade. Entretanto, após a sua matriarca ser diagnosticada com Alzheimer, o menino terá que encarar a possibilidade de ir morar com o seu pai, Batista (Lázaro Ramos), um responsável ausente e cheio de preconceitos, que estremece os sentimentos de Gugu.
— O filme é representante do Brasil para tentar concorrer ao Oscar. Isso é uma responsabilidade grande porque depois de “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui” o Brasil está tratando o Oscar como se fosse futebol. Tem uma expectativa grande, o país inteiro está prestando atenção em como vão receber esse filme. Mas, ao mesmo tempo, me vem uma alegria profunda, porque acho que esse é um filme que merece ser visto. O filme tem vários temas, aborda o Alzheimer, uma criança queer, um pai que é incapaz de amar o filho do jeito que ele é. E ele tem um tom que conecta as pessoas a partir da emoção com temas urgentes — conclui Lázaro.
BS20261007201556.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/10/lazaro-ramos-revela-que-pediu-ajuda-de-wagner-moura-para-projetar-feito-pipa-na-corrida-pelo-oscar.ghtml

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